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Testes em rodoviárias vão monitorar novas cepas e variante indiana da Covid-19 no ES

Vigilância em portos e aeroportos, segundo secretário estadual de Saúde, é de responsabilidade da Anvisa

Por Redacão Folha Vitória

Publicado em 27 de maio de 2021 às 10:37
Atualizado em 28 de maio de 2021 às 08:48

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Foto: reprodução/ Folha Vitória.

Depois de ser notificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a circulação em território capixaba de um cidadão indiano que viajou no mesmo voo que uma pessoa que havia testado positivo para a variante indiana do novo coronavírus, o governo do Espírito Santo decidiu ampliar a testagem de antígeno em terminais rodoviários urbanos para evitar a entrada novas cepas da covid-19 no Estado. 

A informação é do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, que ainda explicou que a realização de vigilância em portos e aeroportos é de responsabilidade da Anvisa.

“Vamos avançar nos terminais rodoviários urbanos, oferecendo a testagem de antígeno nos locais de ampla circulação de pessoas. Entendemos que será uma importante medida para retirar de circulação e interação qualquer pessoa que tenha muitos ou poucos sintomas para investigar. O Estado incrementa a investigação nos territórios que ele tem a responsabilidade de fazer”, afirmou.

Segundo o secretário, é importante reforçar o controle sanitário e a contínua adoção de medidas sanitárias para evitar a disseminação. Para ele, qualquer falha nessas medidas pode favorecer a ampla infecção com as novas variantes.

Nésio Fernandes ainda esclareceu que o caso suspeito, notificado pela Anvisa ao Espírito Santo, já está sendo investigado. Ele esclareceu que os primeiros testes do paciente e das pessoas que tiveram contato direto com ele tiveram resultados negativos.

“Saiu o resultado do paciente, que foi passageiro. Já são dois resultados negativos. Quem teve contato com ele também testou negativo. A probabilidade de infecção com a cepa indiana é muito baixa. Mas é preciso alertar a população que independente da circulação da nova variante, na ausência de 70% da população vacinada, as cepas que já circulam aqui são capazes de produzir uma nova onda, incrementando aumento no número de casos, internações e óbitos”, destacou o secretário.

Ameaça

No início da semana, ao receber a notificação pela Anvisa, Nésio Fernandes alertou que, mesmo que fosse descartada a suspeita da cepa indiana em território capixaba, o Espírito Santo e o resto do país vivem sob ameaça de uma nova onda da covid-19, com as variantes do coronavírus já identificadas.

“A incorporação da variante indiana no país incrementará uma ameaça maior à capacidade do Estado de poder enfrentar e resistir, de maneira adequada, a pandemia”, frisou o secretário, que destacou a importância de manter as medidas de prevenção à doença.

“Por isso, o alerta para poder cumprir, com muita disciplina, as medidas de distanciamento, uso de máscaras, lavar das mãos. E, diante de qualquer sintoma, procurar o serviço de saúde para fazer a testagem de antígeno ou de RT-PCR.  Se apresentar positividade, investigar todos os contatos também”.

Casos no Brasil

Nesta quarta-feira (26), o Estado de São Paulo identificou o primeiro caso da cepa B.1.617 do coronavírus, conhecida como variante indiana. O paciente tem 32 anos, é morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 22 de maio. A amostra foi enviada ao Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria Estadual da Saúde, e o sequenciamento, finalizado na quarta-feira. 

O passageiro foi identificado pela Anvisa, responsável pelo monitoramento no aeroporto. O órgão federal informou sobre o caso positivo quando o passageiro já havia embarcado em voo doméstico para o Rio de Janeiro. Segundo o governo estadual, não há registros de um caso autóctone desta linhagem no Estado de São Paulo.

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