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Uma história de amor pela educação

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 18 de outubro de 2017 às 15:16
Atualizado em 18 de outubro de 2017 às 15:16
Anúncio

por Glenda Machado

A educação é capaz de transformar vidas, gerar um crescimento forte e verdadeiro. Por acreditar nisso, a professora Alda Silva e Silva, 72 anos, se dedica há mais de meio século à esta atividade. Em Guarapari, são 42 anos entre cadernos, provas, lousas e alunos. Ela foi professora fundadora do Polivalente e, atualmente, é coordenadora no Instituto Educacional Jesus Menino. “Eu já me aposentei, mas não aguento ficar longe do serviço. Faço o que gosto e me sinto profissionalmente realizada. Tenho uma alegria completa”.

Ela se orgulha quando fala dos anos de trabalho contribuídos à educação em Guarapari, e destaca que alcançou diferentes gerações. Com as tecnologias do mundo moderno, algumas coisas mudaram o cenário escolar, como o alarme da troca de horários. Porém, Dona Alda exibe com orgulho um sino de mão.

Dona Alda atualmente trabalha no Instituto Educacional Jesus Menino.

Revista Sou – Como começou a sua história com a educação?

Dona Alda – Desde criança, eu pensava em ser professora. Nunca pensei em outra coisa. Eu sou completamente apaixonada pela educação e faço aquilo que realmente gosto! Sou de Vitória, e sempre estudei em escola pública. Minha família não tinha condições éramos eu e mais cinco irmãos. Fiz o primário em escola pública, e depois da quinta ao ensino médio estudei no Ginásio Maria Ortiz. Já na escola Pedro II fiz o antigo normal, já me preparando para o meu sonho em ser professora. Depois da escola, cursei a faculdade de letras em português e espanhol.

E como a senhora chegou a Guarapari para lecionar?

Quando me casei, fui morar em Ecoporanga. Lecionei, por lá, durante cinco anos. Meu marido era dentista e foi transferido para atender na unidade de saúde de Anchieta. Foi aí que resolvemos morar em Guarapari. Primeiro porque eu tinha um sonho de infância com esse lugar. Quando vim a Guarapari pela primeira vez aos nove anos, eu fiquei encantada. Eu lembro como se fosse hoje. Quando eu fui à Praia das Castanheiras fiz uma oração a Deus pedindo que um dia Ele me trouxesse para morar aqui e foi o que aconteceu. Não me vejo morando em outro lugar.

No município deu aula em quais escolas?

Eu sou uma das fundadoras do Polivalente. Fui uma das primeiras professoras a chegar para lecionar na escola. Lavei muito banheiro e carreguei muita carteira na época da montagem da escola. É gratificante demais saber que fiz parte da história daquela escola onde durante 20 anos, fui professora de português.

Já no Jesus Menino, eu estou na área da coordenação por 22 anos. Dei aula apenas um ano nas matérias de arte, português e religião e, logo depois, Pretinha e Cerli me passaram para a coordenação.

E o que mais a gratifica como professora?

A amizade dos alunos é o que mais me gratifica. Mesmo eu tendo esse jeito mais durão (risos) consegui conquistar muitas amizades de alunos. Inclusive, um dia desses, me prepararam uma festa surpresa na escola. Estava afastada por um problema na perna e não esperava que um dia receberia esse carinho de alunos(se emocionou), em comemoração aos meus 72 anos.

E por que a fama de brava?

Os alunos entendem que eu preciso ser exigente e ter organização. O meu recreio termina sem nenhum papel no chão. Sou exigente porque a minha função pede isso. Tenho uma relação maravilhosa com os alunos e, fora da escola, eu adoro receber esse carinho e o abraço.

E o que mais a entristece na área da educação?

Eu acho que pelo menos na minha época não tinha muita “interferência materna”. (risos). O que o professor falava elas assinavam embaixo. Infelizmente, hoje, não é bem assim. Acredito que, se a família andasse junto com a escola, a educação das crianças e adolescentes seria muito melhor. A educação é uma estrada que deve ser percorrida por todos com seriedade e empenho. Pais e escolas devem caminhar lado a lado, afinal, a educação é a base de tudo.

Depois te tanto tempo na educação, como é a sua rotina hoje?

Hoje, a minha rotina é muito tranquila. Acho que os alunos estão tão acostumados com o meu ritmo que não tenho mais tanto trabalho com eles. Mas continuo colocando os alunos para formar nas filas, olhando o uniforme se está tudo como manda a norma da escola. Os alunos quando estão com o sapato preto sujo ou rasgado já sabem e nem vão à escola porque eu não deixo entrar (risos). É uma rotina que me faz bem e que eu nem vejo a hora passar, por isso, não pretendo parar. Se eu ficar em casa eu fico doente. O trabalho me traz saúde. Já dei aula para filhos de ex-alunos e, atualmente trabalho também com os netos. Quero chegar aos 100 anos com muita disposição.

A senhora é famosa por usar o sino para anunciar os intervalos. Ainda o usa?

Eu ainda uso o sininho sim! (risos) Eu não o largo. Não existe barulho melhor para os meus ouvidos. Mesmo depois da implantação do sino eletrônico, eu uso o meu manual. Esse é o grande exemplo do moderno à moda antiga.

Entre o moderno e a moda antiga a senhora fica com qual dos dois?

Eu até acho que a escola tem que se atualizar. Os tempos mudaram e a tecnologia está aí para todos, mas eu, com certeza,prefiro a moda antiga. (risos)

Qual é a dica que você deixa para os alunos e talvez futuros professores?

A dica é ser disciplinado e ser ético em tudo o que se faz. Desejo que os alunos se empenhem e estudem aproveitando tudo o que há de bom na escola. Absorvendo os conteúdos para a vida. 

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