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Voluntários retiram mais de duas toneladas de lixo no Morro da Pescaria em Guarapari
A ação, organizada pela ONG Sociedade Gaya Religare, reuniu mais de 180 pessoas em um mutirão
Por Natiele Ribeiro dos Santos
Publicado em 14 de abril de 2026 às 16:35
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Ao longo de cerca de um quilômetro de trilha, incluindo áreas rochosas e as três praias que compõem o Parque Natural Municipal Morro da Pescaria, em Guarapari, mais de 180 voluntários recolheram mais de duas toneladas de lixo no último domingo (12). A ação, organizada pela ONG Sociedade Gaya Religare dentro do programa “Praia Limpa, Oceano Limpo”, teve como objetivo limpar a área, conscientizar a população e chamar atenção para o descarte irregular de resíduos e o uso indevido do espaço ambiental.

Entre os resíduos encontrados estavam fraldas infantis, agulhas, carcaças de aparelhos eletrônicos e grande quantidade de lixo doméstico. Além disso, a presença de resíduos relacionados ao uso de drogas, como guimbas de maconha e pinos de cocaína, chamou a atenção dos participantes e reforçou a denúncia de uso indevido da área de preservação ambiental.

Segundo a ONG Sociedade Gaya Religare, responsável pela organização, a situação é ainda mais grave em pontos mais altos da trilha, como a região conhecida pelo letreiro “Jesus Cristo”. Ainda de acordo com eles, mesmo após um esforço concentrado com cerca de 30 pessoas, menos de 30% do lixo acumulado no local foi removido.
“Mais de duas toneladas de lixo em uma área onde há controle de acesso é assustador. Mas nem todo esse material foi descartado aqui. Muitos resíduos chegam através do vento e do mar, o que reforça a necessidade de consciência ambiental em qualquer lugar”, destacou Matheus Costa, representante da organização.


A ação contou com a participação de:
- 40 desbravadores e 15 aventureiros da Igreja adventista da Praia do Morro
- 35 desbravadores da Igreja Adventista de Jabarai
- 40 desbravadores voluntários da Igreja adventista do centro de Guarapari
- Associação de Moradores da Praia do Morro
- Público geral
A iniciativa teve apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e patrocínio da Cesan.
Além da limpeza
Apesar do esforço coletivo, os organizadores alertam que a limpeza, por si só, não resolve o problema. A continuidade do acúmulo de lixo evidencia falhas na conscientização e na fiscalização do local. Para enfrentar a situação, a Sociedade Gaya Religare propõe uma série de medidas.
Entre as sugestões estão a instalação de câmeras de vigilância com funcionamento 24 horas, alimentadas por energia solar (devido à dificuldade de cabeamento), para coibir vandalismo, monitorar focos de incêndio e aumentar a segurança dos visitantes.


Também é recomendada a instalação de corrimãos em trechos mais íngremes da trilha, utilizando materiais que preservem o aspecto natural da área, como: madeira tratada (eucalipto autoclavado) ou cordas navais com esteios de madeira.
Outra medida defendida é o reforço na sinalização, com placas informativas sobre monitoramento e penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), incluindo a divulgação de valores de multas para quem for flagrado descartando lixo ou degradando o ambiente.
É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.
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