Criar marcas sempre foi parte da minha vida profissional. Já desenvolvi identidades para empresas, projetos, produtos e pessoas. Mas nenhuma delas foi tão difícil quanto essa.
Não pela técnica. Mas pela emoção.
Essa é a marca da minha filha, Beatriz Trancoso, fonoaudióloga.
E talvez por isso tenha sido tão desafiador transformar em traços, cores e formas aquilo que eu carrego no coração há tantos anos. Como colocar em uma marca profissional a essência de alguém que eu vi nascer, crescer, sonhar, estudar, amadurecer e se tornar uma mulher tão especial?
Beatriz chegou à nossa vida quando eu tinha apenas 16 anos. Eu e Camila, sua mãe, ainda éramos muito jovens. De certa forma, éramos quase crianças aprendendo a cuidar de outra criança. Foi um caminho de muitos desafios, aprendizados e responsabilidades assumidas cedo demais. Mas também foi, sem dúvida, uma das maiores bênçãos da nossa vida.
Anúncio

Hoje, vê-la formada, preparada e iniciando sua trajetória profissional é algo que mexe comigo de uma forma difícil de explicar.
Anúncio
Por isso, essa marca precisava ser delicada, acolhedora e sensível. Precisava falar de cuidado, escuta, afeto e comunicação. Mas, acima de tudo, precisava carregar um pouco da forma como eu vejo a Beatriz: doce, humana, atenta e cheia de amor pelo que faz.
Anúncio

O símbolo une fala, escuta e coração. Porque, na fonoaudiologia, a comunicação não é apenas técnica. É também vínculo. É presença. É ajudar pessoas a se expressarem melhor, a se conectarem melhor e a serem compreendidas.
No fim, percebi que essa não era apenas uma marca profissional.
Era também uma forma de dizer:
filha, eu vejo quem você é. E tenho muito orgulho de você.