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Coluna Outlier Sidnei Trancoso

Coloquei 250 potenciais clientes na sua frente. E agora?

Descubra por que eventos de nicho podem conectar marcas ao público certo e transformar presença em estratégia, relacionamento e vendas

Por Sidnei Trancoso

Uma das maiores dificuldades do marketing não é criar uma campanha. É encontrar as pessoas certas. No ambiente digital, uma empresa precisa definir públicos, testar segmentações, produzir criativos, investir dinheiro, analisar resultados e ajustar a campanha inúmeras vezes até começar a entender quem realmente tem interesse pelo que ela oferece.

E, nesse caminho, acontece de tudo. Chegam curiosos. Pessoas fora do perfil. Cliques sem intenção de compra. Leads que nunca respondem. Públicos que pareciam promissores, mas não convertem. Tudo isso faz parte do processo. Mas existe uma situação diferente.

Imagine entrar em um ambiente e encontrar, reunidas diante da sua marca, cerca de 250 pessoas com características, interesses e comportamentos muito mais próximos do público que você deseja alcançar.

sou elas evento nicho capa

A primeira pergunta talvez não devesse ser: “Quanto custa estar ali?”
Talvez a pergunta correta seja: “O que eu vou fazer com essa oportunidade?”

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Eventos também são ferramentas de segmentação

É justamente aí que eventos de nicho ganham uma importância interessante dentro de uma estratégia de marketing. Um bom evento não reúne simplesmente pessoas. Ele reúne pessoas em torno de um interesse, de um comportamento, de um estilo de vida ou de um contexto comum.

E isso tem muito valor. No digital, boa parte do investimento é justamente para tentar descobrir onde está esse público, quais interesses ele possui, como se comporta e qual mensagem será capaz de chamar sua atenção.

Em um evento bem segmentado, parte desse trabalho já aconteceu.

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As pessoas escolheram estar naquele ambiente.

Existe ali uma concentração de público que, dependendo do segmento da empresa, poderia exigir semanas de testes, campanhas e investimento para ser encontrada nas plataformas digitais.

É o poder do supernicho.

Quanto mais específico e coerente é o público de um evento, mais interessante ele pode se tornar para determinadas marcas. Não pela quantidade de pessoas. Mas pela qualidade daquela concentração.

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E é aqui que entra o Sou Elas

O Sou Elas é um bom exemplo.

Ao reunir cerca de 250 mulheres dentro de uma proposta que envolve empreendedorismo, experiências, relacionamento, conhecimento e conexões, o evento cria um ambiente muito particular. Para algumas empresas, talvez aquelas 250 pessoas representem um público muito mais valioso do que milhares de impressões espalhadas pela internet.

sou elas evento nicho

Não porque todas necessariamente comprarão alguma coisa. Nem porque participar de um evento seja garantia de venda. Mas porque existe ali algo extremamente difícil de conquistar: público, contexto e atenção reunidos no mesmo lugar.

Parte da segmentação já aconteceu. Agora começa outro desafio.

Estar presente não significa aproveitar a oportunidade

Uma empresa pode patrocinar um evento, colocar sua logomarca em um painel, distribuir algum material e considerar que fez sua parte.

Fez?
Do ponto de vista institucional, talvez. Do ponto de vista estratégico, tenho minhas dúvidas. Se você tem centenas de pessoas de um público interessante diante da sua empresa, sua estratégia precisa ir além da exposição da marca.

O que você pretende fazer com aquelas pessoas?
Gerar experimentação?
Captar contatos?
Apresentar um novo produto?
Criar desejo?
Levar pessoas para sua loja?
Iniciar um relacionamento pelo WhatsApp?
Fazer uma demonstração?
Oferecer uma experiência exclusiva?
Produzir conteúdo com aquele público?
Criar uma ação que faça sua marca continuar sendo lembrada depois do evento?

Porque existe uma diferença enorme entre ser visto e ser percebido.

A segmentação já aconteceu. Agora falta a estratégia.

Esse talvez seja um dos maiores valores de um evento supernichado. A marca não precisa começar sua busca pelo público do zero. Ele já está reunido. Mas isso não significa que a venda acontecerá automaticamente. É necessário pensar em uma jornada.

Antes do evento, a empresa pode despertar curiosidade e preparar o público para aquilo que irá encontrar. Durante o evento, precisa transformar presença em experiência, interação ou relacionamento. Depois do evento, o digital pode voltar a assumir um papel importante: conteúdo, WhatsApp, remarketing, relacionamento, oferta e conversão.

Nesse cenário, presencial e digital não competem. Eles se complementam. O digital é extraordinário para encontrar, impactar e acompanhar pessoas. O evento proporciona algo diferente: presença, experiência, contexto e atenção concentrada. É justamente por isso que acredito que marcas deveriam olhar para eventos de nicho de uma maneira mais estratégica.

Não apenas perguntando quantas pessoas estarão presentes.
Mas perguntando: Quem são essas pessoas?

E, principalmente: O que minha empresa pode construir a partir desse encontro?

Porque 250 pessoas aleatórias são apenas 250 pessoas. Mas 250 pessoas reunidas dentro de um perfil estratégico podem representar uma oportunidade completamente diferente. No caso do Sou Elas, esse público estará ali.

A questão agora é: o que a sua marca pretende fazer quando estiver diante dele?

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