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Manifestantes não fecham ponte e nem causam depredação em Guarapari

Por Criação HM Propaganda

Publicado em 15 de fevereiro de 2017 às 19:27

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Paz. Foi o que os manifestantes que passaram pela ponte de Guarapari pediram às autoridades da segurança pública. Munidos de balões brancos e pretos, eles caminharam do bairro Adalberto Simão Nader, passaram por Muquiçaba e Centro e retornaram para casa.

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Por causa do medo da manifestação, lojistas resolveram baixar as portas mais cedo em Muquiçaba e no Centro e o cenário novamente foi de cidade deserta nas ruas de Guarapari, mas os manifestantes só querem paz e justiça pela morte do pequeno Adriano, vitima de uma bala perdida na tarde de ontem. Veja aqui.

Helicóptero do Exército sobrevoa manifestação e moradora oferece balão branco. Foto: João Thomazelli/Folha da Cidade

Helicóptero do Exército sobrevoa manifestação e moradora oferece balão branco. Foto: João Thomazelli/Folha da Cidade

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Os ônibus foram recolhidos mais cedo por medo de depredações, como as que estão ocorrendo em Vila Velha e Vitória, mas os manifestantes percorreram todas as ruas cantando hinos de louvor. O medo que foi disseminado durante todo o dia pelos grupos de whatsapp e outras redes sociais se mostrou desnecessário, pois os manifestantes queriam expressar sua indignação em forma de caminhada e com balões.

Durante todo o percurso eles foram seguidos de perto por soldados do exército e até pela tropa de choque e helicóptero, mas outra vez, eles não se importaram e só pediram paz.

Alguns poucos moradores que viram a passagem da manifestação pacífica, aplaudiram a postura e a disciplina que eles mostraram nas ruas e também homenagearam o pequeno Adriano. Agora eles retornam para o bairro de periferia que só recebe segurança quando há mortos ou feridos.

Manifestantes percorreram as ruas de Guarapari pedindo paz e justiça. Não teve vandalismo. Foto: João Thomazelli/Folha da Cidade

Manifestantes percorreram as ruas de Guarapari pedindo paz e justiça. Não teve vandalismo. Foto: João Thomazelli/Folha da Cidade

Não existem praias no bairro Adalberto Simão Nader, nem hotel de luxo, mas tem trabalhador e gente honesta de sobra, talvez por isso eles não estejam vendo tantos militares quanto gostaria, com exceção da passeata, quando o número de soldados do Exército do Brasil ultrapassou a quantidade de manifestantes.

Agora a comunidade se prepara para receber e velar o corpo do pequeno Adriano, que deve chegar a qualquer momento. Eles vão chorar, se lamentar e enterrar a criança, mas amanhã sairão para trabalhar como em qualquer outro dia, pois eles não podem se dar ao luxo de ficarem com medo trancados em casa.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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