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Após decisão da justiça, vereadores de Guarapari comemoram

Por Aline Couto

Publicado em 20 de julho de 2018 às 17:01
Atualizado em 20 de julho de 2018 às 17:12
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O vereador Thiago Paterlini, autor da ação popular que suspendeu o corte das árvores em Guarapari, junto aos colegas que o apoiaram, Lennon Monjardim, Marcos Grijó, Dr Rogério Zannon e Denizard Zazá comemoraram a vitória

Parlamentares da Câmara de Vereadores de Guarapari se uniram na manhã de hoje (20), na Prainha de Muquiçaba, para conversarem sobre a decisão do judiciário de suspender a supressão das árvores da Prainha e do final da Praia do Morro.

Thiago Paterlini, presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, autor da ação popular que paralisou o corte das árvores no município, falou que o parlamento é o ponto de equilíbrio entre a sociedade e o poder executivo, e que quando o executivo falta com o diálogo com a sociedade e de forma ditatorial faz suas ações, o parlamento, como agente fiscalizador, entra para que haja esse equilíbrio. “O pode judiciário fez seu papel com muita maestria. É apenas uma etapa para que a sociedade tenha o seu direito e sua história respeitada e o meio ambiente seja preservado”, contou.

Da esquerda para a direita, vereadores, Lennon Monjardim, Thiago Paterlini, Marcos Grijó, Denizard Zazá e Denizard Zazá. Foto: Aline Couto.

Paterlini também sugeriu que o projeto da Prainha faça uma adaptação para que as árvores fiquem iguais as da Praia do Morro. “Pode fazer um deque em volta das árvores para que as pessoas possam sentar e desfrutar, esse é o nosso objetivo. Porque tirar 13 castanheiras da Prainha, ninguém mais vai conseguir andar por causa do Sol escaldante”, relatou.

Segundo Zazá, a sociedade está incomodada com os cortes. “A obra de revitalização tem que ter um projeto de urbanização onde o meio ambiente seja preservado”

“É inadmissível a covardia que estão fazendo com a natureza de Guarapari, não tenho nem adjetivo para isso. Muito triste, 100% da população está indignada com isso”, concordou Dr Rogério.

“Quero parabenizar a justiça pelo seu entendimento jurídico, foi fundamental nesse momento travar esses cortes, essas ações que a administração municipal tem feito de forma muito drástica e errada e trazer para a sociedade o debate, a discussão. Que possam ser plantadas árvores com estruturas já formadas, com porte e que os projetos sejam adaptados a orla da cidade, não que a orla se adapte aos projetos, porque as árvores já estão aqui”, falou Grijó.

Morador do bairro, o vereador Lennon contou que o que fizeram com árvore no final da Prainha foi uma barbárie. “O que fica é o sentimento. Quem realmente é morador e passou a infância aqui na Prainha sabe o sentimento que fica pela nossa comunidade, pescadores e moradores. Fico triste com o tamanho do desleixo e falta de respeito com a comunidade e sua história”, disse.

Com a liminar ganha, o executivo tem 20 dias para apresentar sua defesa. “Eles tem mostrar se de fato toda legislação foi atendida, se o laudo para os cortes foi renovado e o estudo de impacto sobre o corte das castanheiras. Atendendo todas as normas, acredito que algumas árvores sejam liberadas para o corte, mas isso cabe ao poder judiciário. A legislação de fato tem que ser cumprida”, explicou Thiago Paterlini.

Os vereadores presentes fizeram questão de deixar claro que não são contra a revitalização da Prainha de Muquiçaba. “Queremos apenas que o projeto contemple a natureza e respeite a vida, e que eles tenham cautela em tirar todas as árvores. O objetivo é preservar o bem estar e a qualidade de vida das pessoas”, falaram.

 

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