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Após receber transplante, moradora de Guarapari reforça importância da doação de órgãos

"Se as pessoas soubessem como isso impacta a vida do transplantado, doariam mais", diz Maria Aparecida Bertolani, que recebeu o transplante renal há dois anos

Por Nicolly Credi-Dio

Publicado em 5 de setembro de 2020 às 11:30
Atualizado em 6 de setembro de 2020 às 14:59

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Maria Aparecida Magre Ambrosini Bertolani e o marido, Eraldo Bertolani. Foto: Arquivo Pessoal

Neste mês, é realizada a campanha Setembro Verde, que tem por objetivo incentivar a doação de órgãos, conscientizando a população sobre a importância da ação. Para Maria Aparecida Magre Ambrosini Bertolani, de 42 anos, esse período tem um significado especial. Isso porque, há dois anos, a moradora de Guarapari recebeu um transplante renal.

Maria Aparecida conta que tudo começou com exames de rotina, em 2014. “Os exames mostraram uma alteração nos níveis de creatinina. Então, uma investigação mostrou que eu estava com um problema renal, meus rins estavam atrofiando sem uma causa definida”. Durante os quatro anos seguintes, a educadora social realizou o tratamento conservador, com restrições alimentares e outros cuidados.

“Eu não cheguei a fazer hemodiálise, que é um tratamento muito agressivo, e fiquei apenas com o tratamento conservador até 2018, quando a creatinina chegou no mínimo. Então, eu passei por cinco médicos, o caminho era que eu iniciasse hemodiálise, mas um dos médicos sugeriu o transplante”, relata.

Por sorte, Maria Aparecida não esperou muito tempo por um doador, porque o marido, Eraldo Bertolani, se dispôs a doar o rim. “Ele tomou a iniciativa e se colocou como possível doador. Embora ele não fosse 100% compatível, fizemos os testes e vimos que não teria chance de rejeição”, disse. Com isso, o casal prosseguiu e passou pelo transplante.

“Se eu soubesse como isso mudaria minha vida, teria feito antes, não esperaria chegar a esse ponto”, afirma a transplantada. Maria Aparecida diz ainda que o processo que o transplante, realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ocorreu conforme o esperado e, tanto ela, quanto Eraldo, se recuperaram rapidamente. “Eu recebi o transplante pela manhã e, durante a tarde, minhas taxas já estavam estáveis”.

Como ser um doador

Maria Aparecida acredita que grande parte do sucesso do transplante se deve ao fato de ter recebido o rim de um doador vivo. “Quando o órgão vem de um doador morto, às vezes há dificuldade para a aceitação. E se fala muito pouco sobre a possibilidade de ser um doador em vida. Se soubessem como isso muda a vida do transplantado, doariam mais”.

De acordo com os dados da Central Estadual de Transplante do Espírito Santo, atualmente 1.333 pessoas aguardam na fila para receber um órgão. Desses, 1.000 esperam por rim, 301 por córneas, 28 precisam de um fígado e quatro aguardam um coração.

Para ajudar a salvar vidas e saber mais sobre como tornar-se um doador, acesse http://saude.gov.br/saude-de-a-z/doacao-de-orgaos .

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