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Atleta de Guarapari conquista vice-campeonato mundial de Jiu-Jitsu e coleciona títulos

Por Natália Zandomingo

Publicado em 4 de agosto de 2016 às 15:54

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mundial Califórnia 02

YARA é faixa azul e compete na categoria pesadíssima.

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Lutadora de Jiu-Jitsu há apenas dois anos e meio, a atleta de Guarapari Yara Soares do Nascimento (20) já se destaca na modalidade e coleciona medalhas em importantes competições. Além de ser campeã pan-americana, sul-americana, brasileira, capixaba e 1ª colocada no ranking estadual, em junho, a lutadora subiu ao pódio em seu primeiro campeonato mundial, garantindo a medalha de prata no World Jiu-Jitsu IBJJF Championship. O evento foi realizado na Califórnia, EUA.

Yara é faixa azul há seis meses e luta na categoria pesadíssima com competidores acima de 80 kg. Para ela, a sensação de estar com a faixa há tão pouco tempo e já obter os títulos é inexplicável. “O mundial é outro nível. Só quem chega lá consegue descrever. Muitos atletas falam que quem sobe ao topo da pirâmide (o pódio) consegue abrir várias portas”.

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mundial Califórnia 01

Mundial de Jiu-Jitsu foi realizado na Califórnia, EUA.

O gosto pelo esporte veio de família. O pai, Dirceu Cassimiro e o avô, José Cassimiro, de 64 anos, praticam atletismo. No início, ela tentou se adaptar ao gosto da família, mas contou que não deu certo. “Eu não gostava de praticar o atletismo e fui fazer handebol, que é um esporte de contato. Mas ainda não era o que eu queria. Resolvi ir para a luta, que é o esporte que eu sempre gostei. Sou a ovelha negra da família”, brinca.

Hoje, os familiares são os que mais incentivam e dão total apoio para a jovem, que também é estudante de Educação Física. “É gratificante ver minha filha seguindo o caminho do esporte que começou com meu pai. Ele queria largar o cigarro e dar exemplo para os filhos”, contou Dirceu orgulhoso.

Desafios

Yara treina cinco dias por semana em dois turnos, começando após o almoço com a preparação física. Depois são dois horários de treinamento que ela tira de letra. Para a lutadora, principal desafio é conseguir o dinheiro para participar das competições. “Para ir ao mundial, eu fiz rifa, tirei boa parte do dinheiro do meu bolso e contei com a ajuda dos familiares. Agora estou recebendo a bolsa atleta da prefeitura e tenho patrocínio de uma marca de Kimono que me fornece material, mas não cobre todas as despesas. Para quem está começando é ainda mais difícil”.

Outro desafio na carreira da esportista é o preconceito. “Sofro muita discriminação por ser mulher. Até terminei um relacionamento por conta disso. Muita gente acha que luta é coisa só de homem”. A próxima competição de Yara será na 10ª edição da Capa PP Classic, no dia 25 de setembro. O local ainda não foi definido.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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