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Conta de água também cobra pelo ar na tubulação

Por Livia Rangel

Publicado em 26 de fevereiro de 2015 às 14:23
Atualizado em 26 de fevereiro de 2015 às 14:23

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hidrometroA suspeita foi confirmada. Os hidrômetros são sensíveis à passagem de ar, e o percentual que o consumidor pode pagar pelo ar na conta de água ultrapassa os 15%. É o que conclui o doutor em Saneamento e professor da Ufes, Ricardo Franci. Segundo ele, quem vive em regiões mais distantes pode pagar ainda mais pelo ar que vem com a água.

“Laboratórios de hidráulica de várias regiões do país já comprovaram a presença de ar nas redes de distribuição sob determinadas condições. E comprovaram também que isso pode gerar movimentação do hidrômetro, o que vai resultar em uma medição exagerada no consumo de agua”, disse o especialista, em entrevista à Rádio CBN Vitória.

O caso da presença de ar em tubulações ganhou repercussão depois que consumidores capixabas instalaram bloqueadores de ar na tubulação e perceberam que o valor de algumas contas reduziu até 70% em um mês.

Você também instalou um bloqueador de ar no encanamento de casa? Conte para a gente a sua experiência e o quanto conseguiu economizar na seção Pauta do Leitor.

Motivos. Diversos fatores podem permitir a entrada de ar na rede de distribuição. Manobras para operação ou manutenção da rede, bombeamentos de água, vazamentos e principalmente, quando há rodízio de distribuição – quando a rede alimenta regiões alternadamente – estão entre os principais fatores.

“Isso acaba criando bolsões de ar dentro da rede de distribuição que, quando volta a funcionar, vai se movimentando dentro da tubulação”, detalhou o especialista. Pessoas que vivem nas extremidades da rede são as mais afetadas, segundo ele, porque são as regiões que demoram mais tempo para receber a água em caso de interrupção e podem, com isso, receber mais ar.

Franci questionou também a qualidade dos hidrômetros. Para ele, existem medidores mais modernos no mercado e com capacidade de medir apenas o volume de água, descartando o ar, entretanto, “a maior parte dos hidrômetros instalados são ultrapassados”.

Em São Paulo, que também enfrenta o problema de existência de ar na rede, o Inmetro confirmou que os hidrômetros utilizados pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) são falhos e que a companhia tem conhecimento disso. Segundo a CBN, na maior parte do país os aparelhos são mais antigos e só funcionam quando estão cheios de água.

Procon admite dificuldade para ressarcimento de prejuízos

Os consumidores que, após a instalação dos bloqueadores de ar se sentirem lesados com a diferença na conta de água, têm assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) o direito ao reparo do serviço e ressarcimento de valores cobrados a mais, segundo o Procon Estadual.

Por meio de sua assessoria, o órgão informou que o caso é complexo e só há como definir valores depois de análise profunda de cada situação, especialmente pela dificuldade de mensurar o período exato em que o consumidor foi lesado.

Para denunciar, é preciso apresentar a conta de água e outros documentos, tais como controle dos gastos ao longo de determinado período e outros que julgar necessário, e entrar em contato com o Procon pelo site ou postos de atendimento.

Resposta da Companhia. Embora dezenas de consumidores venham relatando economia de até 70% nas contas de água, após instalarem bloqueadores de ar, a Cesan garantiu que a população não é prejudicada com ar na tubulação.

Pelo menos é o que afirmou o chefe da divisão de Hidrometria da Cesan Eliézer Taets. Em entrevista à CBN Vitória, ele ressaltou que em regiões onde o fato possa ocorrer, a conta não é calculada com a ajuda do hidrômetro. E aparelhos mais modernos têm custo, muito elevado, segundo ele, o que inviabiliza a substituição em toda a rede.

Com informações do Gazeta Online

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