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Glorinha Buffet: comida com sabor de gratidão!

Maria da Glória Favaris de Deus é a entrevistada da edição 67 da revista Sou

Por Carolina Brasil
Glorinha
Glorinha superou desafios e segue realizando sonhos. Fotos: divulgação

A entrevistada da edição mais recente da Sou leva a sério colocar em prática a expressão popular “de comer de joelhos (e agradecendo a Deus)”; geralmente usada para elogiar uma boa refeição. Para Maria da Glória Favaris de Deus, cozinhar foi o ofício que a fez chegar ao Glorinha Buffet, conquistando os clientes pelo paladar ao mesmo tempo que trilhava uma caminho nem sempre fácil, mas cheio de generosidade, para se destacar no mercado de festas e eventos, atuando com cardápio variado e de muito sabor, como roda de boteco, churrasco, feijoadas e ilhas gastronômicas, por exemplo. Ao atender a revista Sou, Glorinha abriu o coração e era só gratidão por ter o privilégio de contar com dezenas pessoas que foram fundamentais para a realização do sonho do buffet. Confira!

Revista Sou: O Glorinha Buffet, mesmo sem você saber, já nascia quando recebeu e aproveitou cada oportunidade de aprendizagem e trabalho, não é mesmo?

Glorinha: Com certeza. Eu sempre trabalhei como doméstica, comecei na roça aos 15 anos. Meus patrões, na época, Dona Leuza e Sr. Danilo Duarte, sempre me deram a chance de aprender a cozinhar e sempre investiram em mim com cursos culinária. Ela, que cozinhava muito bem, também me ensinava e dizia que era para me ver trabalhando em uma coisa boa. Trabalhei 20 anos com eles e depois fui trabalhar em um restaurante por indicação deles. O dono era o Sr. Jessé que, após fechar o negócio, me convidou para ser cozinheira na casa dele. Ele e o filho, Luizinho, me ajudaram muito também. Naquele momento, eu já tinha a ideia de montar um negócio para mim e eles me davam todo apoio, pois mesmo trabalhando lá, eu comecei a aceitar encomendas de festas, cozinhar em hotéis e eventos.

Sou: E esse negócio que já pensava era ter a sua própria cozinha e fazer eventos?

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Glorinha: Sim, eu montei uma pequena cozinha em casa e iniciei fazendo salgadinhos para festa; as pessoas iam me indicando e eu cozinhava nos locais, em eventos, como almoços e jantares. Uma grande porta se abriu, comecei a fazer as feijoadas das lojas maçônicas de Guarapari, passei a prestar serviços como cozinheira e fazer todos os eventos delas até hoje. Foi a Dani Duarte, filha do Dr. Danilo, que me apresentou ao Ramiro e à Bia que me deram essa oportunidade de mostrar meu trabalho, sãos sempre eventos grandes e para muitas pessoas. O ano era 2011 e Deus também me presenteou com a Lucinéia, que é o meu braço direito desde então. Saíamos de ônibus, levando panelas e tudo que precisava. Gosto muito de ser grata às pessoas e, a todas essas que eu citei até agora, ainda é pouco.

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Sou: Parecia estar tudo caminhando bem, mas algo aconteceu. O que houve?

Glorinha: 2014. Minha cozinha pegou fogo e eu perdi tudo. Anos de luta viraram cinzas, mas a generosidade das pessoas foi muito maior. No dia seguinte ao incêndio, apareceu gente de todo lado, vizinhos e clientes; minha mãe juntou tudo que ela tinha, minha tia e vários amigos fizeram questão de ajudar. As lojas maçônicas, então, foram grandes responsáveis na reconstrução. O Buiú, conhecido no mercado, chegou para mim e disse: “Glorinha, tudo que é meu é seu. Você não vai perder uma festa”. Outros ligavam: “Glorinha, tenho ‘X na conta, de quanto você precisa?”. Me lembro que teve um rapaz, ele estava desempregado e me deu o todo o teto da cozinha. Mal tinha para ele, mas ele dizia que não queria me ver sem nada. É por isso que eu falo tanto em gratidão, em três meses eu estava com a cozinha pronta de novo e muito melhor.

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Sou: E hoje, como o Glorinha Buffet chega às festas?

Glorinha: Olha, hoje já temos um carro, que é do meu irmão que me ajuda. Quando a festa é grande, a gente aluga um caminhão; chegamos com utensílios melhores e levando todo aparato necessário para atender o cliente ainda melhor, conseguimos até montar uma cozinha no local se for preciso. Mas o sabor e a amor são os mesmo desde o primeiro salgadinho feito.

Sou: Por falar em salgadinho, o que define o Glorinha Buffet?

Glorinha: Acredito que é atender ao desejo do cliente. Não temos um cardápio padrão, vamos muito de acordo com o que a pessoa pede, dentro daquilo que sabemos fazer e vamos fazer bem. Podemos dizer que a feijoada é o carro-chefe, mas independentemente do cardápio, em primeiro lugar está a qualidade, gosto de comida feita na hora e com fartura. É a minha forma de demonstrar respeito por quem vai comer. Quando chego em casa, quero deitar a cabeça no travesseiro sabendo que cumpri a minha missão. E tudo isso só foi possível e continua sendo porque tem muita gente junta, como os prestadores de serviço que trabalham comigo, sem eles não tem festa. Eu digo ‘eu não estou conseguindo nada sozinha’. E eu falo assim porque a gente nunca deve dizer que conseguiu tudo, senão a gente para. E devemos seguir caminhando.

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@glorinha_buffet
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