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Mineiro morre afogado na Praia do Morro

Por Glenda Machado

Publicado em 17 de setembro de 2015 às 14:56
Atualizado em 17 de setembro de 2015 às 18:02

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Guarapari conta hoje com 27 salva-vidas

afogamento (3)afogamento (2)Um mineiro morreu afogado na manhã de hoje na Praia do Morro. Edilson Luiz Costa, de 29 anos, estava na praia com um amigo. Eles são de Governador Valadares e vieram à cidade a trabalho. Quando os guarda-vidas e bombeiros chegaram ao local – acionados por pessoas que passavam pela praia na hora do afogamento – o corpo já havia afundado. Foram mais de 10 minutos de busca, inclusive com a ajuda de um surfista. A sociedade e turistas já começam a sentir as consequências da redução dos guarda-vidas, cujo quadro passou de 76 para 27.

“Eu estava voltando do trabalho, quando vi um homem na beira-mar gritando para o amigo voltar, pois já estava no fundo. Ele começou a se debater, então liguei para o Corpo de Bombeiros. Ele estava afogando e não tinha nenhum salva-vidas por perto nem no posto que tem ali próximo. Eles só chegaram junto com os bombeiros, mas o corpo já tinha sumido. É muito triste e ficamos indignados com a redução de guarda-vidas nas orlas, porque o cidadão não tem mais o direito de curtir a praia com segurança”, conta Mariana Oliveira.

afogamento (1)Foram 12 minutos de procura. Dois salva-vidas, um bombeiro e um surfista entraram no mar e com a ajuda de moradores dos prédios do entorno encontraram o corpo entre as ondas. “Os moradores viam o corpo lá do alto dos prédios e gritavam para a gente. O guarda-vida retirou o corpo da água e já na areia, junto com a equipe do Samu, tentou reanimar, mas ele já havia ido à óbito. O corpo está na UPA do Ipiranga e será encaminhado ao IML de Vitória”, relata o gerente de Salvamento Marítimo, Edalmo Souza de Almeida.

 

Praia do Morro conta com apenas 4 salva-vidas

Com o término do contrato de 49 guarda-vidas temporários em agosto, Guarapari conta hoje com 27 funcionários em seu quadro de salvamento marítimo. Deste total, 8 têm mais de 60 anos e, por isso, não atuam diretamente em resgate de afogamento. Três são mulheres cujo foco de trabalho é a prevenção e crianças perdidas. E dois estão de licença médica. Logo, restam 14 salva-vidas para serem distribuídos em 10 praias.

Esse é o desabafo de um dos guarda-vidas que pede uma contratação em regime de urgência para evitar mais tragédias como essa. Hoje, apenas a Praia do Morro e as Praias do Centro contam com o serviço de salvamento marítimo. No entanto, com um número de profissionais insuficiente. Isso porque com o regime de escala, acabam trabalhando 7 salva-vidas por dia, sendo 4 na Praia do Morro e 3 no Centro.

O Folha da Cidade questionou o novo gerente de Salvamento Marítimo, Edalmo Souza de Almeida, quanto à redução dos profissionais e a quantidade que atua hoje nas praias. No entanto, ele disse que estava ocupado no momento e que precisava de tempo para levantar os dados. Ele, que é irmão do vereador Dito Xaréu, entrou no lugar de Edson Layber Mendes, Edinho – que hoje está na função de subgerente.

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