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Samarco e sindicatos negociam termos do Programa de Demissão Voluntária

Por Yasmin Vilhena

Publicado em 9 de junho de 2016 às 18:28

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Os funcionários da Samarco enfrentam uma situação complicada: o período de layoff, que teve início em janeiro, se encerra no dia 25 deste mês. Com o fim da medida, cerca de 1.200 trabalhadores de Minas Gerais e do Espírito Santo podem perder seus empregos. Na tentativa de minimizar os impactos das demissões, a mineradora adotou um Programa de Demissão Voluntária (PDV).

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manifestação samarco

Funcionários da Samarco protestaram em Vitória no dia 25 de maio.

Preocupados, os trabalhadores realizaram três manifestações em maio: duas em frente à unidade da Samarco em Ubu, em Anchieta, nos dias 23 e 24; e outra em Vitória, no dia 25. O objetivo dos protestos era chamar atenção para a situação deles.

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Sem a retomada das operações, a mineradora fica impossibilitada de manter os empregos de todos os seus funcionários, sendo necessário demitir 40% deles. “A Samarco tem feito todo o possível para preservar os empregos. Neste período, adotou férias coletivas, licença remunerada e dois períodos de layoff”, informou a empresa, por meio de nota.

No entanto, o momento é delicado. “Chegamos a um ponto em que são necessários ajustes devido à nova realidade da Companhia: não sabemos quando serão concedidas as licenças para a volta da operação. Na melhor das hipóteses, isso pode acontecer no fim deste ano. Quando isto acontecer, a empresa terá que operar com, no máximo, 60% da capacidade por alguns anos”.

Segundo a Samarco, a retomada das operações é essencial para a manutenção de 60% dos empregos em Minas Gerais e no Espírito Santo e para que a empresa continue a criar vagas, pagar tributos e contribuir para as comunidades, como acontecia antes do acidente.

A mineradora aceitou adotar um Programa de Demissão Voluntária (PDV), sugerido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal-ES) e o Metabase Mariana (MG), que representam os funcionários da Samarco. “A empresa entende que a proposta dos sindicatos representa uma alternativa respeitosa, diante das circunstâncias atuais”.

Entre os itens do programa, propostos pela mineradora, estão: só profissionais da carreira técnica operacional e de nível superior, até chefes de equipe, poderão aderir ao programa; os níveis gerenciais não poderão aderir (neste caso, as demissões serão realizadas a critério da empresa e o profissional demitido terá os mesmos benefícios previstos no programa); 0,25 salário para cada ano de trabalho, limitado a dois salários; valor fixo equivalente a 1,5 salário, limitado a R$ 4 mil; não será efetuado desconto do adiantamento do PLR; apoio para recolocação no mercado de trabalho de forma a minimizar o impacto do seu desligamento da empresa, por meio de workshops preparatórios; período de adesão ao PDV – 27/06 a 29/07; os desligamentos terão início a partir de 1° de julho, imediatamente após o empregado aderir ao PDV.

A proposta foi rejeitada pelos sindicatos, que se reúnem novamente com a empresa na próxima terça-feira (14), na tentativa de chegarem a um acordo. Caso o número de desligamentos não chegue a 1.200, a Samarco terá que demitir funcionários até alcançar essa marca.

O secretário de Formação Sindical e Assuntos Socioeconômicos e Culturais do Sindimetal-ES, Max Célio de Carvalho, afirma que o sindicato vem dialogando com a empresa. “A Samarco apresentou a proposta de PDV, mas nós recusamos, por não concordarmos com o que foi oferecido. O sindicato espera uma proposta melhor e está buscando outros caminhos para minimizar os efeitos da paralisação”.

Retomada

A mineradora disse que considera a retomada das operações fundamentais para que possa cumprir os compromissos assumidos no acordo assinado com os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo e também com seus empregados e fornecedores. “A Samarco tem a expectativa de voltar a operar no último trimestre deste ano. Porém, a retomada depende de licenças ambientais, que ainda estão sendo avaliadas pelos órgãos competentes em Minas Gerais”.

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