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Sesa exige que prefeituras do ES cumpram prazo para notificar casos da Covid-19

Segundo o secretário de Saúde, Nésio Fernandes, municípios não estão cumprindo o prazo de 24h para divulgação dos casos; Ministério Público será acionado

Por Redacão Folha Vitória

Publicado em 21 de maio de 2021 às 13:47
Atualizado em 22 de maio de 2021 às 13:38

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Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado.

A Secretaria de Estado da Saúde vai acionar o Ministério Público Estadual para cobrar o atraso, por parte dos municípios capixabas, na divulgação dos casos da covid-19. Conforme regimento, as cidades têm um prazo de até 24h para informar todas as notificações, mas o período não está sendo cumprido, o que acaba interferindo na atualização do mapa de risco. 

Em coletiva na manhã desta sexta-feira (21), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que não vai tolerar qualquer tipo de artifício, demora, ou não cumprimento do prazo, especialmente nos períodos próximos à avaliação da matriz de risco, que determina a classificação de cada município. 

“Os agravos de notificação compulsória, de notificação imediata, devem ser alimentados no sistema oficial do Estado em até 24 horas. Passado um ano de pandemia, não é tolerável que existam municípios que protelem a alimentação do sistema, especialmente nos períodos próximos à avaliação da matriz de risco. Estamos avaliando todos os municípios capixabas e, na próxima semana, será publicada uma nota técnica que irá comunicar ao Ministério Público do Estado, como notícia de fato, as inconformidades em relação ao prazo de 24 horas de registro de notificação no sistema oficial do Estado,” afirmou. 

Nésio reforçou que é inadequado e deve ser combatido, por todas as instituições, qualquer tentativa de não conformidade com a legislação que rege o Sistema Único de Saúde e com a diretriz de transparência, que segundo ele, caracteriza uma força do enfrentamento à pandemia no Estado. 

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, que também participou da coletiva, destacou que as notificações dos municípios determinam a construção do mapa de risco e precisam ser informadas adequadamente. 

“Essa notificação determina a construção do mapa de risco. Se não informarmos adequadamente, uma cidade pode permanecer em risco baixo, moderado, dependendo, e já estar no risco alto. Mas por uma deficiência da informação, isso não foi atualizado. Portanto, se não atualizarmos adequadamente, corremos o risco de que aquela situação, daquele momento, pode ser um risco maior do que foi traduzido”, explicou Reblin. 

Veja abaixo outras informações divulgadas pela Sesa:

Entrega de vacinas

A partir do momento em que começou a vacinação com comorbidades, houve uma desaceleração na imunização da população no Espírito Santo e no Brasil. De acordo com o secretário, muito se deve por dúvidas que surgem sobre quem pode ou não se vacinar e, até mesmo, a suspensão do uso da Astrazeneca em gestantes.

Para a próxima semana, segundo ele, pode haver frustração para a entrega de vacinas, devido aos atrasos, mas a expectativa é de que em junho haja uma melhora na oferta dos imunizantes, com o retorno da produção das vacinas na Fiocruz e no Butantan.

Nésio Fernandes ainda destacou que há possibilidade de que, nos próximos meses, seja realizada a vacinação aberta para a população por idades, regredindo de 10 em 10 anos, começando por quem tem entre 55 e 59 anos. A proposta, segundo ele, é vacinar rapidamente a população brasileira

Com a possibilidade de distribuição das vacinas da Pfizer em junho, 100% dos municípios deverão estar preparados para receber as doses e aplicá-las na população. A fabricante exige que as doses sejam armazenadas em uma temperatura abaixo dos outros laboratórios. Atualmente, apenas 14 cidades recebem o imunizante.

Importância da testagem

O subsecretário Reblin alertou que os números demonstram uma acentuação da curva, com queda nas mortes, mas que pode haver aumento nos casos da Covid-19. Por isso, é importante que o paciente procure unidades de saúde para que seja realizado o teste.

“Estamos com mais de 70% dos leitos de UTI ocupados. Ainda é alto. Já há sinalização de um momento de alerta para a possibilidade de anunciarmos uma volta no aumento de casos. Os óbitos apontam uma queda, pois é reflexo do aumento anterior. É possível que continue em queda e comece os aumentos de casos. A testagem é importante para que a gente tome decisões. Precisamos que a informação seja comunicada e inserida no sistema, em tempo real, pois essas curvas que acompanhamos no painel são decorrência disso. Já temos cidades e regiões com aumento de casos. Se não alimentarmos o sistema rapidamente, não conseguimos fazer intervenções”, alertou.

Teste de antígeno

“Estamos reconhecendo que a testagem de antígeno vem ganhando força por parte da execução da testagem em massa nos municípios. A orientação é que todo paciente sintomático seja testado com teste de antígeno no momento da consulta, sem necessidade de agendamento posterior. Diante de um resultado negativo, ele preserve o isolamento e repita o PCR dentro da janela de 3 a 8 dias”, explicou Nésio. 

Estabilização da curva

“Quero reconhecer que o Espírito Santo vive, na região Sul, Central e Norte, um comportamento de estabilização da curva de casos da covid-19. Esse comportamento no Sul é observado desde o dia 20 do mês passado. O comportamento da região Central e Norte é mais recentemente, no entanto, já consolida uma estabilização na interrupção na queda da curva de casos observados”, afirmou o secretário.

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