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Uma árvore com história

Por Livia Rangel

Publicado em 6 de março de 2015 às 11:55
Atualizado em 6 de março de 2015 às 12:05

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11026387_318017058408976_2016971393_nÁrvores são conhecidas pela sombra que nos oferecem, pelos seus frutos e também por sua longevidade. Imagine se cada árvore pudesse contar a sua história, os fatos que presenciou, os nomes das pessoas com quem teve contato!

Em Guarapari, mais precisamente na Praia do Morro, existe uma árvore com uma linda história. E que pouca gente conhece. Mas calma, não é uma planta falante. A narrativa é contada por Mauro Dabés, neto do senhor que a plantou décadas atrás: o senhor Benevenuto Soares de Souza, ou simplesmente Seu Nuto, já falecido.

Tanto Mauro como sua família são mineiros e ainda hoje mantêm a tradição de passar a alta temporada na cidade Saúde. No quintal da antiga propriedade da família, havia uma árvore da espécie Fícus, que, com o passar do tempo, cresceu muito, ficando impossível mantê-la no terreno. Então, para preservá-la, o seu pai, Antônio, tal como um coração, transplantou a espécie para o calçadão da Praia do Morro. Anos depois, a residência foi demolida, dando espaço ao edifício Beverly Hills.

Aquela também era a primeira casa construída na Avenida Beira Mar. Na época todo o material necessário para a construção foi trazido de carroça, passando por uma região de matagal, e a família utilizava lampião para iluminar a área durante a noite, pois não havia energia elétrica.

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Foi o Senhor Antônio que transplantou o fícus do quintal da casa da família para o calçadão da Praia do Morro. Foto: Mauro Dabés.

“Nós trazíamos os mantimentos e alguns produtos de necessidade pessoal de Belo Horizonte, e, sempre que precisávamos de algo mais urgente, íamos a Vitória buscar, pois, naquela época, também não havia ainda comércio”, relembra Mauro.

Há pouco tempo, a árvore enfrentou ameaça de mais uma mudança, com a construção da nova Orla que provocou a derrubada de diversas companheiras de calçadão, principalmente castanheiras. Mas pelo seu simbolismo – ele já havia se transformado em cartão postal da cidade – o Fícus foi mantido e a tradição falou mais alto que o desejo de progresso.

O que aconteceu foi justamente o contrário: a árvore do Vô Nuto, como ficou carinhosamente conhecida, recebeu um tratamento especial. Além da placa indicativa com os dizeres “Árvore do Vovô Nuto e Lourdinha – A Pioneira”, um deck de madeira agora contorna o retorcido tronco, abrigando turistas e moradores  e protegendo a sua história, para que presencie mais importantes capítulos da nossa cidade.

 Gabriely Sant’Ana

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Essa matéria foi uma contribuição vinda da Pauta do Leitor. Conhece alguma história ou personagem interessante da nossa cidade? Fez algum flagra ou imagem marcante? Mande para a gente. Sua pauta pode ser a próxima!

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