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Cidade Saúde completa 129 anos e profissionais da UPA Guarapari falam sobre enfrentamento à pandemia

Os profissionais da saúde acreditam que esse é um momento passageiro e, em breve, datas como essa poderão voltar a ser comemoradas coletivamente

Por Nicolly Credi-Dio

Publicado em 19 de setembro de 2020 às 12:35
Atualizado em 21 de setembro de 2020 às 10:07

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Foto: Reprodução

Hoje (19), a Cidade Saúde completa 129 anos de emancipação política e, neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, a data não poderá ser comemorada com a tradicional festa da cidade. Para Marcelo Gomes e Valéria do Carmo, que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarapari, essa é apenas mais uma mudança imposta pela Covid-19.

Guarapari recebeu o título de “Cidade Saúde” na década de 30, quando o Dr. Silva Mello, atraído para o município pelas belezas naturais, deu início às pesquisas sobre as propriedades terapêuticas das areias monazíticas. O Dr. Marcelo Gomes Silva, de 48 anos, que atua na Upa há 12 anos, conta que também se apaixonou pela cidade devido à beleza das praias. “Eu vim para cá com 15 anos, da cidade do Rio de Janeiro, onde nasci. De início, achei que não gostaria daqui, porque estava acostumado com a cidade grande, mas acabei me apaixonando pela tranquilidade e beleza de Guarapari”.

Dr. Marcelo Gomes Silva, de 48 anos. Foto: Arquivo Pessoal

Marcelo formou-se em Medicina há 12 anos e, ainda recém formado, ingressou como efetivo na Upa. Hoje, mais de 10 anos depois, atuando como médico do trabalho na unidade, responsável pela saúde ocupacional dos funcionários, viu-se em uma situação inusitada, enfrentando a pandemia. “Nós tivemos que redobrar os cuidados com a prevenção do vírus. Vimos uma diminuição no fluxo de atendimento geral, porque as pessoas estavam em casa, em compensação muitos pacientes vieram para o processo de triagem, com suspeita de Covid-19”, relata.

Apesar do atual contexto, Dr. Marcelo Gomes acredita que esse é um momento passageiro. “Tudo já está bem melhor do que no início disso tudo e acredito que veremos isso cessar completamente quando tivermos a vacina”.

Valéria do Carmo Simões Sodré, de 35 anos. Foto: Arquivo Pessoal

A guarapariense Valéria do Carmo Simões Sodré, de 35 anos, também teve a rotina de trabalho afetada pela pandemia. Formada e Enfermagem desde 2009, voluntariou-se para atuar no Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) e na UPA de Guarapari, em dezembro de 2019, poucos meses antes da Covid-19 chegar ao município. “Passamos a ter cuidado redobrado em relação a contaminação de superfícies, ambientes, o uso de EPI’S passou a ser mais vigiado por todos! Afinal, estamos lidando com o vírus novo e sempre aparece algo novo, um protocolo novo a ser seguido”, conta a enfermeira.

Segundo Valéria, mesmo fora do ambiente de trabalho, os cuidados a acompanham. Tudo para garantir que as pessoas amadas não serão expostas ao vírus. “Quando vamos pra casa, onde estão as pessoas que mais amamos, não queremos levar contaminação, então, o calçado já fica do lado de de fora, entro em casa sem ter contato com ninguém, logo tomo banho e aí sim posso abraçar os familiares!”.

Para a enfermeira, nesse momento tão delicado, é preciso estar atento não somente à saúde física como à saúde emocional daqueles que procuram o atendimento. “É gratificante ver que o mínimo que muitas vezes fazemos, se torna muito para aquele que recebe o cuidado! Percebo todos os dias que as pessoas estão carente de afeto, amizade e amor. Então, dou sempre o melhor de mim”. Valéria acredita que, assim, com afeto e adotando todos os cuidados necessários, será mais fácil enfrentar essa situação tão complicada e, logo, a população poderá voltar a comemorar datas como esta reunida fisicamente.

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