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Diferença de preço de produtos escolares pode chegar a 80%

Por Livia Rangel

Publicado em 15 de janeiro de 2015 às 12:46
Atualizado em 15 de janeiro de 2015 às 12:46

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Nossa reportagem percorreu algumas papelarias da cidade para pesquisar os preços. Pela diferença de valores, quem compra tudo em apenas um lugar acaba saindo no prejuízo

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Pais reclamam que escolas pedem muitos itens que acabam não sendo utilizados pelos estudantes

Um lápis da mesma marca, da mesma cor e do mesmo tamanho chega a custar exatamente 81,81% a mais em uma papelaria de Muquiçaba, em comparação a outra no centro. Esse foi apenas um dos produtos com os quais a reportagem teve contato para concluir: na hora das compras de volta às aulas, por mais clichê que possa parecer, pesquisar é essencial.

Para fazer coro com a dica acima, apresentamos mais diferenças: uma borracha idêntica a outra, por exemplo, variou em 52%, enquanto que uma caneta marca texto, esse aumento representou quase 28%.

Atenta às disparidades dos valores, a dona de casa Andrea Novaes, que vai às compras de material escolar para o seu filho único há cinco anos, não deixa se enganar. “Eu faço as compras picadas, em lugares diferentes. Acho que vale muito mais a pena”, conta.

Na mesma loja onde estava Andrea, bastou olhar para a bancada de compras para presenciar uma mãe cheia de sacolas plásticas com artigos escolares ao seu lado. Mãe de dois filhos, Fernanda Silva acha que as listas são exageradas. “A escola pede muito coisa que eles não vão usar”, opina.

Assim como a Fernanda, muitos pais devem ficar atentos quanto à lista solicitada pelos colégios. De acordo com o Manual do Consumidor do Procon Estadual, as escolas só podem requerer os materiais utilizados para as atividades pedagógicas diárias do aluno (como folha sulfite, tinta guache, lápis, caneta, papel dobradura, etc.) em quantidade coerente com as atividades, sem restrição da marca. Não podem estar na lista materiais de uso comum, como produto de limpeza.

Ainda segundo o Manual, os materiais devem ser disponibilizados para que o consumidor tenha liberdade de pesquisar preços e marcas.

Materiais podem apresentar risco às crianças

Antes de desejar comprar artigos caros ou baratos, os pais devem se atentar à saúde dos filhos. Isso porque muitos materiais podem trazer riscos aos pequenos, como é o caso de alguns modelos de apontadores e lápis, que são fabricados com peças pequenas ou até mesmo produtos tóxicos, a exemplo de tintas e massinhas de modelar.

De acordo com a pediatra Neuza Marchesi, primeiramente os pais devem procurar saber se o produto que vão adquirir possui selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). De acordo com ela, é uma questão de segurança.

“O produto precisa ter o 0800 e o nome do fabricante. Se uma criança usar, por exemplo, fizer alergia, o médico precisa saber qual o produto foi usado e do que ele é composto”, afirma.

Segundo a pediatra, deve-se ter atenção redobrada a materiais com peças pequenas – há lápis que são fabricados com pequenos enfeites, os quais podem ser ingeridos acidentalmente –  e  também a produtos tóxicos. “Principalmente, quando a criança tem alguma doença alérgica”, completa.

Reportagem: Vinícius Eulálio

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