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Estudantes desenvolvem projeto de combate à Febre Chikungunya

Por Livia Rangel

Publicado em 9 de fevereiro de 2015 às 12:49
Atualizado em 9 de fevereiro de 2015 às 12:59

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projeto

O estudante Tiago Guilherme junto com sua mãe Rosilene Guilherme, é um dos que participarão da Febrace, em São Paulo. Crédito: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Anchieta

Um simples peixe de aquário pode ser a solução para combater uma doença que afeta cada vez mais os brasileiros. Com a preocupação de ajudar a combater os mosquitos transmissores da febre Chikungunya (Aedes Aegypti – também transmissor da dengue – e Aedes Albopictus), três estudantes de Anchieta, resolveram fazer uma pesquisa intitulada “O uso do peixe Betta no combate a febre Chikungunya”. O trabalho acabou sendo escolhido dentre mais de 3.200 projetos do Brasil para ser apresentado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) em São Paulo. O evento acontece de 16 a 20 de março.

Tiago Guilherme Faria, Júlia Guilherme Faria e Isabela da Costa Tavares são alunos da Escola Coronel Gomes de Oliveira e estão cursando o terceiro ano do Ensino Médio.

O projeto visa a utilização dos peixes Beta (Betta splendens) como uma forma de impedir o alastramento da febre Chikungunya pelo país. A proposta inclui defende também a importância da conscientização das pessoas sobre como evitar a proliferação do mosquito transmissor.

Segundo os estudantes, esses peixes são de fácil manutenção e são utilizados em regiões remotas do país para controlar os casos de dengue, pois assim como os peixes da espécie lebiste, são predadores vorazes das fases larvais e adultas do mosquito transmissor.

Os alunos destacam ainda, que a boa adaptação desse peixe em ambientes aquáticos com pouco oxigênio e a reprodução rápida do mesmo, fez com que os membros do grupo decidissem usá-los para controlar o avanço da epidemia no território nacional.

betta-splendens

O peixe Beta é um predador voraz de larvas e mosquitos adultos do tipo Aedes.

 

Saiba Mais:

Febre Chikungunya

  • Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas no mês de outubro, o número de infectados pelo vírus subiu de 53 para 828 no país.
  • O vírus que é comum na América Central, África e Ásia, acabou chegando ao Brasil por meio de pessoas que contraíram a doença em outros países. O processo de reprodução do vírus é rápido e em sete dias após o mosquito ser infectado, ele já pode transmitir o Chikungunya para as pessoas que não possuem os anticorpos necessários para combatê-lo, através das picadas.
  • A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores.
  • Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Opas, é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
  • Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa d ´água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.
  • De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe e, em março de 2014, na República Dominicana e Haiti – até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus.

Febrace

  • A Febrace é a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, um movimento contínuo para estimular uma cultura investigativa, de criatividade, inovação e empreendedorismo na Educação Básica brasileira, por meio da indução à realização de projetos e mostras científicas e tecnológicas nas escolas.
  • A Febrace culmina na mostra de projetos finalistas que ocorre anualmente em março, e ocorre anualmente desde 2003.
  • A Mostra de Finalistas da Febrace 2015 ocorrerá de 17 a 20 de Março de 2015.
  • A entrada na mostra de projetos é gratuita, e a visitação é livre e aberta a todo o público. A Febrace acontece na Universidade de São Paulo USP.
  • Todos os estudantes e professores que participam da FEBRACE recebem ao final do evento um certificado de participação. Além de medalhas e troféus para os melhores finalistas de cada categoria, os estudantes também podem receber equipamentos.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Anchieta

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