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Guarapari 127 anos: Filha da cidade, jovem aprendiz e agora postulante a professora

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 18 de setembro de 2018 às 09:41
Atualizado em 18 de setembro de 2018 às 09:41
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Existe uma premissa que diz que quem faz o lugar são as pessoas. Pensando nisso, decidimos retratar exemplos de guaraparienses – naturais ou não – que fazem de Guarapari um bom lugar.

O dia 19 de setembro é marcado pelo aniversário de emancipação política de Guarapari. Neste ano, a cidade completa 127 anos de história, e história é feita de fatos, de momentos, de tradição, de cultura, de ação e reação. E sabe o que tem em tudo isso? Gente. Gente que fez e continua fazendo parte de todos esses anos, gente que ainda vai escrever o próprio capítulo e gente que escreve agora o que vamos lembrar no futuro e que faz a cidade do hoje. E que tal um retrato, uma pequena mostra dessa gente que, de certa forma, está apenas “começando”?

Preparamos um especial feito de gente para celebrar essa data. Ao longo da semana, publicaremos aqui, histórias de gente ativa, produtiva, engajada e esforçada que, no momento, entrega o melhor do que tem e faz, no trabalho, nos negócios, nas artes, no esporte, no acolhimento e na vida. Quem faz isso contribui não só para o bem próprio, mas para o comum, para as pessoas em volta, para a sociedade e para a cidade onde vive. Sendo assim, prepare-se para relatos emocionantes e sinceros sobre pessoas que têm feito muita diferença em Guarapari e por Guarapari. São como semeadores, plantando sementes e colhendo frutos. Garantimos que são histórias inspiradoras e dignas de destaque. Eles representam tantos outros famosos ou anônimos que, diariamente, fazem o mesmo e possibilitam o: Parabéns, Guarapari!

Para começar, Ana Júlia Crespo

Ela nasceu na cidade, cresceu em meio aos livros e, em breve, estará doando a outros guaraparienses o que um dia recebeu: Educação.

Hoje, Ana Júlia ensina o que um dia teve a chance de aprender. Fotos: Arquivo pessoal

Rodrigo Martins

Filha de uma angolana e um paulista, Ana Júlia Crespo, desde cedo, já frequentava o ambiente escolar. Passou por todas as etapas do ensino educacional, da creche ao ensino superior. A mãe, Ana Cristina Crespo, criança ainda, veio fugida da Angola, na África, para o Brasil, devido à guerra civil que assolou aquela região. O pai, Hélio Garcia, chegou à cidade por volta dos 19 anos.

A primeira escola de Ana Júlia foi a “Roberto Calmon”, no bairro Ipiranga, lá ficou até a primeira série do ensino fundamental (atual segundo ano). A partir da segunda série, devido a dificuldades financeiras, a família se viu obrigada a transferi-la para o ensino público.

No início, naturalmente, enfrentou uma pequena dificuldade de adaptação, mas como toda criança, em pouco tempo, já estava enturmada novamente. “Eu não gostava muito porque já estava acostumada, mas foi lá que eu dei de cara com a realidade, aprendi muito, coisas da vida, que carrego comigo até hoje”, conta.

Na quarta série, precisou ir para Venda Nova do Imigrante, pois sua mãe havia conseguido um novo emprego, mas ficou pouco por lá. “No início foi muito ruim para mim, sentia muita falta dos meus primos, a gente se comunicava por carta ainda”, lembra Ana. Na quinta série, ela já estava de volta a Guarapari e, por fim, se estabeleceu na mesma instituição de ensino até o fim do ensino médio.

Em 2014, fez vestibular em conjunto com o Enem, ingressou no curso de Letras Português, na UFES, e comemorou muito. “Foi uma vitória para mim e motivo de orgulho para toda minha família”, relembra. “Na verdade, queria fazer Direito, como minha mãe, mas, devido à necessidade de estudar e trabalhar, precisei optar por outro curso. Eu adoro português, é uma língua que me encanta, apesar de me deixar meio doida de vez em quando”, brinca Ana Júlia.

A paixão pelos livros é que move os anseios da jovem de Guarapari, que, ainda adolescente, precisando trabalhar para realizar os sonhos, começou como Jovem Aprendiz no condomínio Aldeia da Praia e hoje, além de trabalhar na empresa que a acolheu, ensina e orienta os novos “aprendizes”. “Como, desde os 12 anos, eu já tenho uma experiência em passar conhecimento na instituição religiosa que eu frequento e é uma coisa que eu gosto de fazer, pensei porque não me dar uma oportunidade para trabalhar com isso. Neste ano, durante o estágio obrigatório da faculdade, eu terei meu primeiro contato com sala de aula”, se alegra Ana Júlia que não vê a hora de começar a trabalhar como professora.

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