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Guarapari: conheça três histórias diferentes unidas pelo amor de pai para filho

Por Aline Couto

Publicado em 14 de agosto de 2022 às 12:00

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Guarapari: conheça três histórias diferentes unidas pelo amor de pai para filho
Fotos: reprodução/arquivos pessoais.

Neste domingo (14) é comemorado o Dia dos Pais, tradicionalmente celebrada no segundo domingo de agosto, a data costuma reunir famílias com trocas de presentes e muito amor. Mas afinal, o que é ser pai? Facilmente podemos responder que ser pai é sempre estar presente na vida do filho, orientando, ensinando, participando e acima de tudo mostrando como a vida pode ser boa ou ruim mediante as escolhas tomadas.

Ser pai é tudo isso: cuidar, proteger e amar. Porém, nada na vida é “preto no branco” e surpresas sempre podem aparecer para deixar dúvidas, medos, incerteza, e, principalmente, muito aprendizado nos anos de criação dos filhos.

Imagina se de repente você já tem um filho e decide aumentar a família, mas vem cinco de uma só vez? Ou se decide adotar uma criança e descobre quatro irmãos aguardando a mesma oportunidade? Ou se descobre que o filho é especial e surgem várias perguntas e questionamentos?

Pais residentes em Guarapari passaram por essas situações, foram surpreendidos pela vida, e contaram como superaram as dificuldades usando a única certeza, o amor pelos filhos!

Jayme Reisen

Guarapari: conheça três histórias diferentes unidas pelo amor de pai para filho

Jayme Reisen já era pai de Ailton, um jovem adolescente, filho do primeiro casamento, quando junto a atual esposa, Mariana Mazzelli decidiu aumentar a família. O que eles não esperavam é que de uma única vez virariam pais de cinco crianças: Beatriz, Laís, Benício, Bella e Jayme, hoje com três anos.

“Ser pai é sensacional, mas ser pai de quíntuplos é uma experiência única! Dividir as alegrias e esconder as tristezas; mostrar o que é do bem e proteger do que é do mal; ensinar sem exigir; escutar sem reprimir; dedicar sem lamentar e educar pelo exemplo. Busco sempre ser uma pessoa que coloca Deus em primeiro lugar, junto com a família e sempre guiando meus filhos. Ser pai é amar, ser pai é bom demais!

Aprendi e aprendo todos os dias com meus filhos. Não é fácil, é um super desafio que muda nossa vida e rotina, a gente começa a ver parte da gente construindo um novo mundo. Sei que eu nasci para ser pai, não consigo ver minha vida sem eles!”.

Antônio Silva

Guarapari: conheça três histórias diferentes unidas pelo amor de pai para filho

Pai de quatro filhos, Breno,17 anos; Bruno, 19, Daniele, 23, e Patrícia de 24 anos, todos irmãos, Antônio e a esposa Camila nunca tiveram problemas para engravidar, apenas optaram pela adoção. Há 12 anos eles buscaram pelo processo e descobriram irmãos, entre crianças e adolescentes, em uma casa de passagem. A decisão foi por manter todos juntos e formar uma grande família.

Sempre que me perguntam qual a satisfação de ser pai, eu digo que é um desejo antigo, e conto que eu e meus filhos convivemos de forma muito saudável e boa. Confesso que no início foi um processo difícil, como toda educação de filho, mas hoje temos uma relação tranquila. Acredito que o afeto é capaz de restabelecer a parte tridimensional do homem, o social, o psicológico e o espiritual, e cobrir todos os traumas, as dores, que os quatro passaram. Eles ficaram muito tempo em casas de passagem até que nós, eu e minha esposa, encontramos eles. Logo tivemos uma relação muito próxima.

Hoje vivemos um relacionamento muito bom. Ser pai é uma oportunidade, não há diferença em ser pai biológico e por adoção. Sou pai, me sinto pai, e eles são meus filhos, não tem diferenciação, são e sempre foram muito bem acolhidos pelos avós maternos e paternos, são netos, e sabem disso, são muito amados e respeitados. Dei afeto e recebo afeto, acredito que ser pai por adoção é um privilégio, porque não é ser pai por uma opção de prazer, é uma escolha de sentimento do coração, e isso se eterniza”.

Fernando Venturini

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José Fernando Venturini é pai de João Gabriel Venturini, de 12 anos, que é portador da síndrome Sturge Weber. Uma doença que requer total atenção da família, que passou por dificuldades nos primeiros anos de vida do João. Ele passou por diversas crises epiléticas, muitas idas a hospitais e algumas cirurgias feitas, que afetaram aspectos dele como o cognitivo, a fala e o equilíbrio.

“Ser pai foi uma experiência que mudou minha vida completamente, desde a rotina passando pelo modo de pensar e de ver a vida. Quando descobri a deficiência de João, despertou em mim uma força que não sabia de onde vinha e nem que eu tinha. Mas dia a dia aprendo muito com ele, é sempre uma vitória de cada vez. Não é fácil, ele é quem me faz ver que tudo é possível, através da sua alegria de viver mesmo com as limitações. E é isso que me faz não reclamar de nada e seguir em frente”.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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