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Guarapari já registra mais de 500 casos de dengue nos primeiros cinco meses do ano

Por Aline Couto

Publicado em 29 de maio de 2019 às 12:11
Atualizado em 29 de maio de 2019 às 12:11
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Até o momento foram notificados 503 casos. De janeiro a dezembro de 2018 foram registrados 122.

Foto: Reprodução.

Guarapari acendeu o alerta para a grande quantidade de casos de dengue no município. Somente até o mês de maio, mais de 500 casos foram notificados e segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), 80% dos focos da doença foram encontrados nas residências dos moradores da cidade.

A gerente de Vigilância Ambiental do CCZ, Lorena Santos, relatou que foi feito um levantamento nas casas de Guarapari onde foi constatada uma alta porcentagem do foco da dengue. “Fizemos a verificação até em casas de pessoas que já tiveram a doença, e, mesmo assim, focos foram encontrados”. Lorena também explicou que existem quatro tipos de vírus distintos da dengue e que se uma pessoa pegar um vírus fica imune ao mesmo. “Cada pessoa só pode ter a doença quatro vezes, não se pega o mesmo vírus mais de uma vez”.

Sobre o alto índice de casos somente no início do ano, a gerente também atribui ao tipo de vírus que está circulando em Guarapari este ano. “Foi identificado o vírus tipo dois da dengue. Há oito anos ele não é encontrado no país. Como muitos ainda não foram expostos a esse tipo, houve uma grande quantidade de pessoas que desenvolveram a doença”, pontuou.

Moradora do bairro Muquiçaba, Amanda Piumbini de 20 anos, começou a sentir os sintomas da dengue no último final de semana. “Comecei a ter febre e dor no corpo no sábado à tarde, que persistiu no domingo. Na segunda de manhã acordei com muita dor no estômago, náusea, dor nos olhos e na cabeça e fui ao médico. Ela me passou o exame de sangue para saber se era dengue, o que foi confirmado, e me passou remédio para dor de cabeça e um para náusea. Hoje eu retornei ao médico, pois acordei cheia de manchas pelo corpo, muita dor de cabeça e nos olhos. Ele me prescreveu mais um remédio pra dor e outro pra coceira, devido às manchas”.

Foto: Reprodução.

Perguntada se ela e a família cuidam da casa para não haver foco da doença, Amanda garantiu que todos ficam bem atentos. “Nós cuidamos, mas é preciso haver uma maior conscientização tanto da prefeitura quanto dos moradores. A prefeitura não pode esperar começar surtos de dengue para realmente agir. Não é só a população que deve se preocupa com isso”.

A respeito das ações que a prefeitura está realizando, Lorena Santos contou que os agentes estão indo em todos os bairros, com mais intensidade nos mais afetados, e na parte da noite estão verificando bueiros na Praia do Morro, Centro, Parque Areia Preta e Itapebussu. Também estão monitorando foco em fossas, locais de reciclagem, valões e pontos de alagamentos. De maio a julho, o município disponibilizou dois carros fumacê que irão percorrer na cidade a cada 15 dias. “Também estamos identificando os terrenos, lotes e casas abandonados para notificar os donos para as devidas providências”, falou.

“Faço um alerta a todos, quando começarem a sentir dores pelo corpo, febre, náusea ou vômito, dor atrás dos olhos e até manchas pelo corpo, devem procurar imediatamente um pronto atendimento e não se automedicar, o que é muito perigoso. Façam bastante hidratação oral e procurem logo uma ajuda médica”, finalizou a gerente de Vigilância Ambiental do CCZ.

Foto: Reprodução.

Em tempo

A prefeitura divulgou ontem (28) que por conta do número de atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) ter aumentado 50%, por causa da grande quantidade de notificação de dengue no município, a mesma colocou mais uma equipe médica, uma médica, uma enfermeira, técnicos e estagiários para atuar na Upa, de 8h às 18h e garantiu que os médicos plantonistas irão permanecer em suas escalas normais.

Mais informações:

CCZ – Tels: 3262-1456/3262-1271/0800-28399543

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