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Guarapari: mães do Colorindo Sonhos manifestaram pelos direitos dos filhos especiais

As mães se reuniram no Centro da cidade e foram caminhando até a Câmara Municipal

Por Aline Couto

Publicado em 20 de maio de 2022 às 16:00

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Guarapari: mães do Colorindo Sonhos manifestaram pelos direitos dos filhos especiais
Fotos e vídeo: HM Comunicação.

Mães do Colorindo Sonhos; grupo que luta por acessibilidade, qualidade de vida, e direito ao lazer para crianças e adolescentes com deficiência; se reuniram na tarde de ontem (19) na Praça do Bradesco, Centro de Guarapari, e foram caminhando juntas pedindo pelos direitos dos filhos especiais até a porta da Câmara de Vereadores, onde foram recebidas pelos parlamentares.

“Viemos pedir aos nossos governantes para olhar com mais amor e carinho para nossos filhos, em relação a fraldas, medicamentos e tratamentos, cuidadores de salas de aula, e transporte. Tem muitas crianças, igual a minha, que dependem de ônibus. Estamos chegando nos locais atrasados por não termos os coletivos suficientes, infelizmente. Queremos com essa manifestação, que os vereadores nos escutem, que o prefeito nos olhe com carinho e amor, que ele veja que a gente não quer briga, queremos que os direitos dos nossos filhos sejam cumpridos”, falou Shirlei do Nascimento, uma das coordenadoras do Colorindo Sonhos, durante a manifestação.

As mães entraram na Câmara Municipal e tiveram a oportunidade de falar no plenário com a aprovação unânime dos vereadores.

Em sua fala, Shirlei, representando as mães do grupo, pôde contar um pouco da história, da realidade e das lutas diárias que cada uma vive. E explicou as maiores necessidades das crianças.

“Falei sobre as fraldas, transporte, medicação, e tudo que diz respeito aos nossos filhos. E deixei bem claro que em momento nenhum dissemos que não tinha fralda, tem sim, mas de péssima qualidade. O pacote de fraldas vem rasgado, você coloca e o fecho solta, ou ele é curto demais. Ônibus, também tem, só que a frota é 30%. Por exemplo, para eu poder chegar na Pestalozzi com meu filho 9h da manhã de ônibus, tenho que sair de casa 7h da manhã. Mas tem outras mães que moram ainda mais longe, em Condados, Boa Esperança. Tem mãe que sai 4h da manhã de casa para ser atendida. Medicação, às vezes tem, às vezes não. Sempre falta uma ou outra. O que nós estamos querendo é isso, que eles revejam essas questões”.

As mães saíram da Casa de Leis com algumas promessas dos parlamentares.

“Falaram que vão conseguir uma audiência com o prefeito, que ele vai nos ouvir. Deixaram isso bem claro. Disseram que irão abrir uma auditoria na saúde pública, e hoje vou receber o documento para assinar e participar desta auditoria em relação aos nossos pedidos. Ofereceram ajuda, caso alguma de nós precise, e alguns vereadores cederam um neuropediatra para uma consulta. Vamos aguardar”, concluiu Shirlei.

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