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Mais um verão…

Por Livia Rangel

Publicado em 1 de janeiro de 2015 às 12:10
Atualizado em 9 de janeiro de 2015 às 12:16
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Será que o crime tem hora, dia e local para acontecer? A polícia militar bate o martelo ao dizer que a violência é resultado da oportunidade provocada pela vontade do criminoso com o vacilo da vítima e as condições favoráveis do ambiente onde se encontram. Mas as estatísticas apontam os dias da semana, os meses e os bairros onde o índice da violência é mais expressivo. Também revelam que houve redução na taxa de homicídio, de furto e de roubo em Guarapari. Mas será que realmente é um retrato da realidade?
Você pode conferir nesta edição, de forma inédita, o Mapa da Violência de Guarapari. O Folha da Cidade teve acesso exclusivo ao balanço do 10º Batalhão da Polícia Militar. Os números mostram quedas na incidência dos crimes. No entanto, fica a dúvida: será que a violência de fato diminuiu? É difícil acreditar diante do medo instalado na sociedade. Talvez, o que falte para os dados representar de fato a verdade, é a vítima registrar a ocorrência. Se você não denuncia, você não faz parte da estatística.
Se a polícia não é acionada, como saber que determinado lugar deve ser considerado um ponto crítico? A segurança é um trabalho em conjunto. Primeiro para tentar prevenir o crime. Neste caso, cabe também a cada morador adotar medidas que inibam roubos, furtos e até mesmo homicídios. Depois, investir para que o criminoso pague por seus crimes a fim de, pelo menos, reduzir a sensação de impunidade.
Um bom exemplo é a Rua Solidária, em São Judas Tadeu. Os vizinhos se uniram em prol da segurança do bairro. Eles instalaram sirenes, câmeras e canais de comunicação entre eles. Cada um é responsável por todos. Em casos de suspeita, um aciona o outro ou até mesmo a polícia. Na sociedade individualista que vivemos hoje, onde nem conhecemos nossos vizinhos, é mais que um exemplo de segurança mútua, mas de solidariedade em busca da paz.
Com a chegada do verão então, a atenção precisa ser redobrada. Janeiro se faz presente entre os três meses mais perigosos do ano no ranking de crimes contra a vida, contra o patrimônio e tóxicos. Neste último, chama ainda mais a atenção para o aumento do índice de janeiro de 2013 para janeiro de 2014: 46,53%. Afinal, a polícia não cansa de repetir: o uso e o tráfico de drogas são os principais fatores motivacionais dos roubos, furtos e homicídios em Guarapari.
O reforço para a alta temporada já foi anunciado: 250 policiais a mais para circular entre as principais praias da cidade. Número maior que o efetivo – hoje, com 230 militares. Levando em consideração que a população quadriplica no verão, dá uma média de um policial para cada grupo de 833 pessoas. Na baixa temporada, um militar é responsável pela metade desse contingente: 434.
Vamos aproveitar o clima de fim de ano e aumentar as oferendas à Iemanjá, pedindo sorte e proteção divina. Afinal, haja policial para dar conta de tantas desavenças típicas do verão: é briga no trânsito, é discussão em fila de padaria porque acabou o pão, é gente irritada porque não tem dinheiro nos caixas eletrônicos, é bêbado assumindo o risco de dirigir, é confusão em unidades de saúde, é briga em boate decorrente do uso de drogas lícitas e ilícitas…
Isso porque a falta de segurança não é a única escassez no município, também falta infraestrutura para atender esse aglomerado de turistas. E, diga-se, de passagem, muitos que também não trazem a educação na bagagem. Turistas, vamos respeitar a cidade alheia. Moradores, vamos respeitar a visita dos turistas. E todos de mãos dadas rezar para sobrevivermos a mais um verão.
Amém!

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