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Morador de Guarapari produz artesanato em resina epóxi há 40 anos

Aos 50 anos, Jazon Suzano produz esculturas e modelagens desde antes dos dez

Por Gislan Vitalino

Publicado em 6 de fevereiro de 2021 às 09:00
Atualizado em 8 de fevereiro de 2021 às 11:01

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Fotos: acervo pessoal.

Com 50 anos completados no mês de janeiro, Jazon Suzano é artista plástico desde criança. Hoje morador do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Guarapari, o artista nasceu e cresceu em Belo Horizonte e morou 20 anos em diversas localidades dos Estados Unidos. As obras são feitas em trabalho completamente manual, utilizando resina epóxi.

O talento de Jazon deu as caras pela primeira vez há mais de 40 anos, ainda quando criança. “Eu tinha uns sete ou oito anos e era uma criança muito hiperativa, dava trabalho. Meus pais me levaram a uma psicóloga e ela me entregou uma argila, dizendo que eu podia fazer o que quisesse. Eu fiz uma coruja, como as que via meu pai dando de presente para minha mãe. O cuidado e os detalhes daquele trabalho, no meu primeiro contato com a argila surpreendeu tanto a psicóloga, quanto meus pais”, lembrou o artista, que não parou desde então. “Dali pra frente, sempre que pegava uma massinha ia aprimorando e os resultados impressionavam”, afirma.

Assim se iniciou um hobby que acompanha a vida de Jazon Suzano até hoje. As obras, que chamam a atenção pela riqueza de detalhes e cuidados minuciosos, são para ele, uma terapia. Trabalhar com as obras foi uma ideia que surgiu bem depois. “Sempre foi um trabalho que chamou muito a atenção das pessoas. Muitos nem acreditam que é um trabalho manual, sem moldes ou impressões 3D. Então, depois de muito tempo, nas horas vagas, comecei a trabalhar com a arte que faço”, explicou.

Durante o tempo morando no exterior, os trabalhos seguiram acompanhando o artista e encantando as pessoas. “Minha vida fora do Brasil foi mais corrida. Trabalhei em muitas áreas e sempre fui muito concentrado no trabalho. Mas sempre que arranjava um tempo, fazia minhas esculturas e as pessoas ficavam impressionadas”, afirmou Suzano.

Entretanto, como outros artistas brasileiros, Jazon encontra dificuldades de atuar no ramo. “Por vezes, a gente dedica 20, 30 dias em um trabalho maior, mais delicado, e quando apresentamos e pedimos alguém para avaliar, oferecem cerca 20 ou 30 reais. Então, pelo fato de ser pouco valorizado, as vezes a gente prefere vender para fora do Brasil”, contou.

Confira alguns dos trabalhos:

Quem se interessar em saber mais sobre as peças ou adquirir os produtos pode entrar em contato com o Jazon através do telefone ou whatsapp com o número (27) 98879.3380.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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