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Moradora de Guarapari alega que mãe sofreu maus tratos em hospital na Serra

Por Aline Couto

Publicado em 12 de agosto de 2020 às 17:05
Atualizado em 13 de agosto de 2020 às 16:35
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Fotos: Arquivo Pessoal.

Sandra de Souza Alves, moradora do bairro Bela Vista, Guarapari, alega que a mãe, Maria de Souza Alves, 65 anos, foi mal tratada e teve o atendimento negligenciado no Hospital Estadual Dória Silva, na Serra.

Segundo o relato de Sandra, a mãe foi transferida da Unidade de Pronto Atendimento – UPA – de Guarapari para o Hospital Estadual Dória Silva, há cerca de 15 dias, após uma crise de hipoglicemia.

“Minha mãe chegou bem no hospital, estava estável. Mas mesmo assim foi mandada para a Unidade de Terapia Intensiva – UTI – e introduziram sonda para a alimentação. Ela se alimenta sozinha. Também não me deixaram ficar com ela, todo idoso tem direito a um acompanhante”, relatou.

A família decidiu tirá-la do local, e, segundo as informações passadas, a encontraram nua, machucada e amarrada na cama. “Estava com vários hematomas pelo corpo e sangramento na boca. Minha mãe contou que passou sede e fome, isso é desumano. Ela está com o psicológico abalado”.

Sandra também disse que quando tirou Dona Maria do hospital, não exigiram nenhuma documentação para provar o parentesco dela com a mãe. “Qualquer pessoa poderia ter levado ela do hospital. Zero burocracia”.

De acordo com a filha, a direção do Dório Silva a chamou para uma reunião e assumiram a negligência. “Eles disseram que foi usada heparina sem necessidade e por isso a pele da minha mãe estava machucada. Falaram que iam investigar, mas não me deram prazos de respostas e nem justificativas para todo a situação passada”.

Diante do relato, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) foi procurada e a resposta veio através da direção do hospital.

A direção do Hospital Estadual Dório Silva esclarece que recebeu a paciente por meio de solicitação de unidade de saúde de Guarapari para leito de UTI, via sistema de regulação. Informa que a paciente foi devidamente atendida pela equipe médica ao chegar à unidade, e durante a sua permanência no hospital recebeu toda a assistência necessária.

A direção esclarece que nenhuma medicação foi administrada na paciente desnecessariamente, e que cada uma foi prescrita pelos médicos de acordo com a necessidade e o quadro clínico apresentado no dia. Ressalta que todos os procedimentos e condutas para contenção, química e mecânica, foram realizados seguindo protocolo institucional com o objetivo de proteção do paciente, que quando agitado acaba retirando os acessos venosos e outros dispositivos invasivos, oferecendo risco à própria saúde. Para garantir nutrição adequada e evitar broncoaspiração do paciente, quando necessário, também é adotada a prescrição do uso de sonda.

A direção informa, ainda, que a equipe de Assistência Social prestou todos os esclarecimentos para a família sobre o caso e continua à disposição”.

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