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A paixão pelo conhecimento dos alunos

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 15 de outubro de 2017 às 11:10
Atualizado em 16 de outubro de 2017 às 08:23
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por Larissa Castro

O dia 15 de outubro é dedicado exclusivamente para aqueles que possuem grande influência na formação educacional do cidadão: os professores. Apesar de ser uma profissão desafiadora, no Brasil atualmente existem cerca de dois milhões de profissionais apenas na Educação Básica. Indispensáveis no processo de aprendizagem e conhecimento, cada um administra sua classe de um jeito que motive os alunos a serem pessoas melhores dentro e fora da sala de aula. Muitos não recebem o reconhecimento merecido e usam como motivação o sentimento do amor e o desejo de ver a evolução do outro.

Com décadas de sala de aula e o dom para lecionar descoberto ainda na adolescência que Mercedes, 63, Micheline, 43 e Therezinha, 74, começaram a dar aula durante o Magistério. Apesar de somarem anos diferentes de sala de aula, elas preservam a ideia de que a educação é a base para a formação de excelentes profissionais, independente da situação. E mesmo com o advento tecnológico, elas não se cansam de investir na capacidade de cada aluno, na influência que os familiares possuem e no apoio da comunidade de que fazem parte. E para não ficarem para trás da então “Geração Z”, estão sempre se atualizando e desbravando o lado bom que existe no mundo atual.

E é assim, sempre inovando e se reinventando que a professora de educação infantil na escola Máxime, Micheline Pinheiro leva a sua rotina com os pequeninos. Fazendo um pouco de tudo ela conta que o professor deve ser um verdadeiro artista em sala de aula. Ela diz que sempre ajudou as professoras nas aulas de dança e balé que fazia em sua cidade natal, Guaçuí. Esse foi o pontapé para a área da educação.

A professora Micheline possui 23 anos de profissão.

“Quando eu percebo que a criança está descobrindo o mundo e vejo essa evolução, eu me encanto. Na época que eu era aluna, quem tinha o conhecimento era o professor. As crianças iam para a escola e os alunos eram como depósitos de ensinamentos. Hoje em dia o conhecimento é compartilhado, e os estudantes mudaram e evoluíram muito. Nós como professores, temos que entrar no mundo deles. O mundo tecnológico atrapalha um pouco, mas cabe a nós resgatar e envolver as crianças com o que de fato é educativo. O mundo tecnológico deve ser trabalhado de forma cautelosa. Se você entra no mundo de fantasias que as crianças possuem, é possível conquistá-las”, analisa Micheline.

Associando o amor pela arte de ensinar, e mantendo a ideia de que o professor é um grande exemplo não só em sala de aula como também na vida social,  a  pedagoga da Escola Rui Barbosa, Therezinha Ceruti, com seus 57 anos de experiência no magistério, conta como foi passar por diferentes gerações durante a carreira. Além da postura sempre firme, mas também carinhosa com os alunos, Therezinha diz que utiliza esse método desde a sua primeira experiência profissional, ainda bem nova, aos 18 anos. “Na minha primeira experiência em sala de aula, aprendi que o professor precisa conhecer os alunos. E foi assim que sempre adquiri a confiança das turmas em que lecionei. A responsabilidade de envolver os alunos em atividades da escola  e extraclasse deve partir do professor, com a ajuda dos familiares. Infelizmente muitos pais não têm mais tanto tempo para acompanharem os filhos, mas isso faz-se necessário para que haja uma parceria entre escola e família o que é fundamental para o bom desenvolvimento do aluno. A educação é como um tripé: pais, professores e escola juntos pela formação do jovem educando”.

Therezinha Cerutti possui 57 anos de profissão pedagógica.

Além da desenvoltura tecnológica, envolver a comunidade em que a escola está situada pode ser um grande desafio, mas os resultados são os melhores. Tanto para os alunos, quanto para os profissionais em exercício. “O que me move é o vínculo que eu tenho com a comunidade local. A melhor forma de politizar o cidadão é dar o exemplo. Transmitir a ideia de que a escola pertence a todos, é uma forma de trabalhar cidadania e valores. É olhar para a comunidade que você trabalha com o olhar humano, e a partir desse olhar, estabelecer o seu profissional. Com amor e dedicação você se torna um profissional. A escola precisa enxergar lá fora, na visão de um todo”, enfatiza a atual diretora da EMPEF Lucio Rocha de Almeida.

Mercedes Stein compartilha o conhecimento em sala de aula há 45 anos.

 

Feliz Dia dos Professores!!

“Tudo o. O que mais me motiva é ver as crianças pequeninas lendo, isso é fantástico e deslumbrante que se faz com o amor, fascina. Eu amo  o que faço, amo a língua portuguesa e a forma como nos expressamos. Os  professores, por sua vez, devem se atualizar e acompanhar sempre o ritmo do aluno. Paralelamente, nossos jovens precisam estudar cada vez mais, para que seus sonhos sejam realizados. A base de tudo é o estudo e isso é primordial para o sucesso”, Therezinha Ceruti, 57 anos de profissão.

Eu sou apaixonada por minha profissão e não me arrependo nunca. Ser professor é saber que nem todos os alunos são iguais, mas todos são capazes. E assim, se aprofundar no que cada um pode oferecer e colher bons frutos para que no fim de tudo, o resultado positivo sirva como um sentimento de gratidão”, Maria Mercedes Stein, 45 anos de profissão.

“A base educacional é muito importante. O que me dá mais prazer é vê-los desenvolvendo textos, conforme os ensinamentos aprendidos em sala de aula. É preciso muito cuidado para incentivar as crianças. Motivar cada avanço dado por eles é essencial”, Micheline Pinheiro, 23 anos de profissão.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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