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Profissionais da educação de Guarapari decidem por paralisação em busca dos direitos

As reivindicações são por reajuste salarial e dos auxílios, além de respostas sobre obras da educação paradas

Por Aline Couto

Publicado em 24 de maio de 2022 às 13:16

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Profissionais da educação de Guarapari decidem por paralisação em busca dos direitos
Foto: arquivo Folha.

Profissionais da educação de Guarapari decidiram por uma paralisação geral das atividades na próxima segunda-feira (30) como forma de reivindicar melhorias e direitos para a categoria.

“Precisamos de uma reestruturação na tabela de vencimentos e mais valorização ao profissional. No início deste ano tivemos um reajuste no piso, mas ele não respeitou a formação, a carreira de cada um. A diferença salarial entre profissionais com o antigo magistério e aqueles que têm licenciatura plena é de apenas 30 reais. Para profissionais com pós-graduação e um nível de especialização, a diferença é de R$ 80”, explicou Adriano Albertino, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) em Guarapari.

De acordo com o coordenador, outra situação que chamou atenção dos profissionais foi um memorando divulgado pela Secretaria Municipal de Educação – Semed não autorizando a participação deles em assembleias sindicais alegando impossibilidade de liberação dos estudantes das aulas, bem como dos profissionais de Educação para participação.

“Foi a primeira vez desde 1998 que não tivemos essa permissão. Isso é impedir um movimento legítimo e democrático de acontecer”.

Adriano também relatou que vários ofícios já foram enviados para a Semed na tentativa de diálogos com a pasta, mas não houve retorno.

“No ano passado tentamos por diversas vezes ser recebidos, só conseguimos após várias manifestações que fizemos na cidade. Não há disposição da Secretaria para uma pauta propositiva com a categoria, a educação caiu muito de nível no município”.

Além das reivindicações pelo reajuste salarial, e dos auxílios alimentação e transporte, a Sindiupes busca também por esclarecimentos sobre obras da educação paralisadas.

“Nós temos escolas e creches com obras inacabadas. Exemplo do Costa e Silva e do São José, e das creches do Pontal e do Aeroporto. Eles não dão satisfação e ninguém faz nada, não há movimentação para resoluções. Por isso estamos fazendo um dossiê com essas irregularidades e vamos entregar para o Ministério Público de Vitória para que a investigação seja feita de forma isenta”.   

Paralisação

O ato acontecerá na próxima segunda-feira (30) e começará às 9h30 com uma assembleia da categoria no pátio da Semed. Às 15h haverá um ato público na Praça de Muquiçaba, onde os profissionais da educação caminharão juntos até atravessar a ponte de Guarapari.

“O que nós queremos é ser recebidos com uma pauta estabelecida com nossas reivindicações, e conversar com os gestores sobre o que será feito, discutir propostas até chegarmos a um consenso”.

Em tempo

O documento com o anuncio da paralisação será entregue nesta tarde (24), às 14h, na sede da Prefeitura de Guarapari. Após a entrega, e a administração municipal tomar conhecimento dos fatos, o órgão será procurado para esclarecimentos.

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