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Protesto de ambulantes para ponte nos dois sentidos

Por Glenda Machado

Publicado em 15 de janeiro de 2015 às 20:47

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Categoria marca outra manifestação para amanhã às 14h em frente à prefeitura

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 Lívia Rangel

Cerca de 50 ambulantes participaram do protesto contra a fiscalização da prefeitura. Eles se reuniram em frente ao quiosque 06 na Praia do Morro. Por volta das 17h, seguiram até a ponte, aonde fizeram uma barreira com bicicletas, folhas de coqueiro e sacos de lixo interditando os dois sentidos.

A paralisação durou aproximadamente 20 minutos até a chegada da Polícia Militar. Os soldados solicitaram a liberação para a passagem dos veículos. Depois de negociações bem complicadas, os ambulantes cederam, seguiram até a metade da ponte e fecharam apenas um lado da via de quem segue Muquiçaba-Centro.

O barulho dos apitos e cornetas e os dizeres dos cartazes pediam: “Queremos trabalhar. Somos ambulantes residentes”. “Os policiais proibiram a gente de ficar parado na ponte, mas estamos reivindicando o nosso direito. Queremos chamar a atenção do prefeito. Somos trabalhadores honestos, não somos ladrões”, disse a ambulante de bebidas, Vanessa Oliveira.

Às 18h, eles começaram a retornar para a Praia do Morro. “Como ninguém atendeu a gente, vamos fazer outro protesto amanhã às 14h em frente à Prefeitura. Vamos ficar lá até alguém nos atender, seja prefeito, secretário, adjunto, queremos respostas”, afirma outro ambulante José Rodrigues Neto.

Ele ainda ressalta que se o problema não for resolvido amanhã, voltarão a fechar o trânsito na ponte com mais protesto. “Somos moradores, cidadãos, com as obrigações em dia, somos pessoas que querem trabalhar. Temos direito a explicações. E vamos fazer barulho até sermos atendido”.

O motivo do protesto é referente à fiscalização da prefeitura feita com os ambulantes, principalmente na Praia do Morro. Segundo a classe, está difícil trabalhar desta forma. “É uma fiscalização severa, contínua e agressiva. Essa ação tem prejudicado nossas vendas. Alguns fiscais têm até porte de arma”, conta o ambulante Gustavo Alexandre.

Ele ainda aponta as reivindicações da categoria: “Queremos uma fiscalização democrática e justa. É triste ver fiscal correndo atrás de menino de 13 anos que está vendendo chup chup para ajudar a mãe. Somos todos de Guarapari. Estamos em dia com as nossas obrigações perante à prefeitura”, destaca Gustavo.

O OUTRO LADO

A Prefeitura de Guarapari esclareceu, por meio de nota à imprensa, que o processo de regularização do trabalho ambulante foi feito em 2013. A renovação das licenças aprovadas foi finalizada em outubro de 2014.

Ainda consta que cada ambulante só pode comercializar um tipo de produto, sendo que bebida é um grupo e água de coco é outra. Em fiscalização de rotina, foi verificado que alguns ambulantes estavam comercializando mais de um grupo de produtos permitido.

Outros focos de ação da fiscalização referem-se ao uso de botijão de gás que é proibido assim como a comercialização de bebidas em recipientes de vidro. Eles são orientados a cumprir o edital e se regularizarem.

CENAS DO PROTESTO

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