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Repas se reúne para debater sobre os moradores em situação de rua em Guarapari

O Repas é um grupo formado pelo poder público, sociedade civil organizada e as polícias, civil e militar, para ouvir as demandas da população e buscar soluções

Por Aline Couto

Publicado em 7 de agosto de 2020 às 15:33
Atualizado em 8 de agosto de 2020 às 14:59

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O Repas é um grupo formado pelo poder público, sociedade civil organizada e as polícias, civil e militar, para ouvir as demandas da população e buscar soluções
Foto: Folha Online.

Ontem (06) o Repas – Rede de Promoção de Ambientes Seguros se reuniu para debater sobre a atual situação dos moradores de rua em Guarapari. A discussão é antiga, mas diante da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) a questão se agravou e o número das pessoas em situação de rua aumentou consideravelmente.

A secretária Municipal do Trabalho, Assistência e Cidadania (SETAC) – Breila Mardegan da Silva participou da reunião através de videoconferência e falou sobre os projetos da pasta. Ela também afirmou que a localização do novo Centro Pop no Perocão, que foi motivo de manifestação dos moradores, está dentro dos parâmetros exigidos pela lei.

“Na reunião tivemos a oportunidade de apresentar todo o trabalho que é desenvolvido junto às pessoas em situação de rua no município. A assistente social do Centro Pop detalhou tudo que vem sendo realizado, apresentou slides contendo os números de atendimentos diários, as abordagens realizadas, as passagens concedidas para retorno a cidade de origem, as internações para tratamento de dependência química e pôde confirmar as evoluções que a gestão obteve, em relação às políticas públicas voltadas a esse público.

No encontro, esclarecemos também que o aumento dessa população está relacionado à crise econômica gerada pela pandemia, e é uma realidade enfrentada por todos os municípios. Sobre a nova sede do Centro Pop, reafirmo que o local está dentro dos parâmetros exigidos pela lei e estamos sendo constantemente cobrados pelo Ministério Público a respeito da implantação. Reforço ainda que a sede própria possibilitará a execução de mais políticas voltadas a este público. Com ela, conseguiremos alcançar resultados melhores, possibilitando que mais indivíduos superem a situação de rua”.

José Geraldo Esteves, coordenador da Repas, foi enfático sobre a participação da sociedade civil organizada nesse processo de busca de soluções. “Precisamos nos unir. A resolução não vem só do poder público, precisamos da ajuda de Ongs e igrejas. A situação está grave, os moradores se acomodaram. Eles têm o atendimento do Centro Pop de dia e a noite recebem roupas e comida. O que eles precisam é sair da situação de rua e voltar a vida, ter um emprego”.

Registro feito em maio na Praça Irineu José Vicente, Centro.

Para Themistocles Sant´Ana, presidente da Associação dos Moradores do Centro de Guarapari – Amocentro, a assistência que os moradores em situação de rua necessitam é encontrada no Centro Pop. “É necessário que instituições parem de levar colchões, marmitas, cobertores. Os moradores precisam entender que existe um lugar próprio para buscar assistência. Se a ajuda continuar indo até eles, nunca vão sair das ruas. Nossa intenção não é excluir ninguém, todo ato de caridade é bem-vindo. Mas já existe um local que presta todos serviços necessários para esses moradores”.

Pelo Lions Clube Guarapari, Otília Piumbini acredita que apenas discussões não são suficientes, são necessárias ações mais específicas. “As doações realizadas por instituições incentivam os moradores a permanecerem nas ruas. Essa população tem aumentado muito em todo Brasil, aqui não é diferente. Mas precisamos de uma solução maior. Se as instituições querem ajudar, podiam fazer as doações para o próprio Centro Pop ou um Cras. Não adianta apenas debate. Temos que tomar ações mais incisivas”.

Maristela Azevedo Leal (representante da Igreja Católica – Paróquia Padre Eustáquio) falou sobre a necessidade do poder público agir. “A igreja prega o que Cristo ensinou, não vamos ver o próximo com fome ou frio e não estender a mão. Nós sempre conversamos com os moradores e orientamos procurar o Centro Pop, mas não vamos deixar de dar ajuda humanitária. Precisamos criar parcerias para conseguir solucionar a questão, que foi agravada no atual cenário. Precisamos de políticas públicas, existe verba destinada para isso. Precisamos nos unir e elaborar uma solução em conjunto”.

Toda pauta discutida nas reuniões é encaminhada aos responsáveis na tentativa de soluções para a sociedade. O Repas se reúne uma vez por mês, mas dependendo da urgência da demanda pode haver outras reuniões.

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