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Representantes da Lorenzutti alegam que passagem teria que custar R$7,50 para cobrir os custos em Guarapari

Atualmente, empresa tem uma dívida de mais de R$ 700 mil com folha de pagamento

Por Aline Couto

Publicado em 21 de junho de 2022 às 12:19

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Representantes da Lorenzutti alegam que passagem teria que custar R$7,50 para cobrir os custos em Guarapari
A assessora jurídica, Bianca Lorenzutti, e a administradora da empresa, Núbia Lorenzutti concederam entrevista aos jornalistas. Fotos: HM Comunicação.

Na tarde dessa segunda-feira (20) a Expresso Lorenzutti, única empresa responsável pelo transporte coletivo de Guarapari, através da assessora jurídica, Bianca Lorenzutti, e da administradora, Núbia Lorenzutti, convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre os problemas financeiros da empresa que vem ocasionando o atraso nos pagamentos dos funcionários rodoviários.

Concessão

O contrato de concessão entre a Lorenzutti e a Prefeitura de Guarapari foi assinado em 2016 e ficou acordado que a empresa teria a obrigação de contratação de funcionários, rodagem das linhas, quilometragens. E, em contra partida, o município daria uma tarifa técnica que cobriria os custos mínimos do sistema como o diesel, o pessoal, a gratuidade e o índice de passageiros transportados por quilômetros.

“Hoje em dia a empresa tem um custo mensal de R$400 mil em diesel. Para o pagamento de tickets e salários, são R$ 600 mil. Só de gratuidade, são 50 mil passagens por mês, sem subsídios do município. Guarapari também não apresenta a tarifa técnica desde 2017, não faz esse cálculo, mesmo depois de termos entrado na justiça. O município define o valor a ser pago no coletivo, mas não sabe o custo do sistema. Esse ano foi dada uma tarifa de R$ 4,10, mas na realidade o custo do sistema, com os insumos e as obrigações que eu tenho, teria que ter uma passagem de R$ 7,50, mas a gente sabe que isso não pode ser repassado para o passageiro. Então, se a empresa não arrecada, não tem como custear o sistema, e se município também não subsidia ou cria formas de equilibrar o contrato, a empresa tende a não conseguir se manter no sistema, que é o que vem acontecendo”, descreveram.

Representantes da Lorenzutti alegam que passagem teria que custar R$7,50 para cobrir os custos em Guarapari

Colapso do sistema

A empresa vem arcando com o déficit e vendendo patrimônios desde 2020 para pagamento de folhas e custos do sistema.

“Viemos desde 2017 avisando ao município que o sistema ia colapsar e que precisávamos da planilha tarifária para equilibrar financeiramente e ter transparência nesse sistema anualmente. Isso está no contrato e não vem sendo cumprido”.

Por conta dessa situação, a empresa entrou novamente na justiça e pediu uma indenização de R$ 24 milhões por todo valor que não foi reajustado na planilha durante esses anos.

Solução

“O que a gente quer é tentar o equilíbrio, a empresa não está aqui para brigar com o município. Queremos chegar a uma solução e para isso o município precisa apurar esse quantitativo. Não queremos que a população que precisa do transporte seja prejudicada”.

Representantes da Lorenzutti alegam que passagem teria que custar R$7,50 para cobrir os custos em Guarapari

Pagamentos

“Nós sempre pagamos, nunca atrasamos salários. A empresa trabalha muito desde 2016, sempre cumprindo com muita dificuldade, mesmo já tendo o desequilíbrio. Quando começou a pandemia que desencadeou esse problema, agravando mais ainda a situação da empresa, e chegamos a esse ponto”.

Hoje, a Lorenzutti está devendo aos funcionários, 45% do salário de abril; 100% do pagamento de maio e o ticket que venceu ontem (20). A empresa precisa de mais de R$ 700 mil para colocar esses pagamentos em dia.

Greve

No último dia 13, os funcionários rodoviários de Guarapari entraram novamente em greve para reivindicarem os pagamentos atrasados e seguem em paralisação. Nessa segunda-feira, apenas cerca de 16 ônibus circularam pelo município. Normalmente há 38 coletivos rodando diariamente.

“Estamos há mais de dois meses em estado de greve e temos buscado de forma externa a realização dos pagamentos, como as vendas de patrimônio, mas não está fácil. Por isso a gente precisa que o serviço seja retomado, para que a arrecadação volte, e que o município faça a parte dele para que a gente consiga quitar as folhas. Hoje nós não temos uma previsão desse pagamento, uma data específica, por que o contrato está sendo cumprido somente por uma parte”.

Representantes da Lorenzutti alegam que passagem teria que custar R$7,50 para cobrir os custos em Guarapari
Wellington Soares recebeu justa causa por participar da greve.

Funcionários da empresa estavam em frente a Lorenzutti em um protesto silencioso durante a coletiva de imprensa. Wellington Soares, um dos sete trabalhadores que foram mandados embora por conta da greve, disse que todos aguardam por uma decisão o quanto antes.

“Queremos respostas, a empresa joga a culpa na prefeitura e ela na empresa. E nós trabalhadores vamos ficar passando fome? Dependendo da ajuda de colegas? Passando fome? Sabemos que está complicado para a população, mas está difícil para nós também. Se a empresa não tem verba, se está tomando tanto prejuízo, tem que entrega ao município para tomar conta. Eles me deram uma justa causa após seis anos na empresa, mas no estado de greve ninguém pode tomar uma justa causa. Tentaram me intimidar. Porém, seguimos unidos e aguardando por uma decisão”.

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