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Responsável por oficializar o Taekwondo no Brasil mora em Alfredo Chaves

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 15 de agosto de 2021 às 12:00
Atualizado em 17 de agosto de 2021 às 09:56

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Foto: arquivo/grão-mestre Woo-Jae Lee.

Considerado o pai do Taekwondo no Brasil por ter conseguido oficializar o esporte junto ao Governo Federal, o grão-mestre Woo-Jae Lee, de 81 anos, mora em São Bento de Urânia, em Alfredo Chaves, com sua esposa há vinte e três anos no Sítio Monte Rá, famoso por ter belas cerejeiras na região Serrana.

O mestre, que antes morava no Rio de Janeiro, mudou-se para o Espírito Santo na década de 80 e conta que era encantado pelo município de Domingos Martins. “Sempre visitávamos Pedra Azul e sempre foi um sonho ter um sítio na região. Em uma dessas idas e vindas, nosso carro quebrou e conhecemos uma família de São Paulo de Aracê. Fizemos amizade e soubemos que estava com um terreno em São Bento a venda”, disse.

Woo-Jae Lee revelou que nasceu em Joen-Ra-Nam-Do, na Coreia do Sul, em 1941. Luta Taekwondo desde 1956 e veio para o Brasil com apenas 31 anos de idade sem a família em 1971. Após dois anos, registrou o esporte no Ministério da Educação e Cultura. “Em 1973 consegui o registro do Governo Brasileiro. Assim, trouxe mais 42 mestres coreanos para o país, distribuindo-os para cada estado”, complementou.

Na época em que decidiu vir morar no País para difundir a modalidade coreana, desembarcou com mais sete mestres, que ficaram em São Paulo. Ele preferiu seguir seu próprio caminho. “Fui sozinho e sem dinheiro para o Rio de Janeiro”, afirmou.

Sem a família por perto e sem saber uma palavra sequer em português, encontrou dificuldades. Passou por muita discriminação, e foi obrigado a aceitar desafios. “O início foi de muito sofrimento. Passei por muitas rejeições. Fui obrigado a aceitar desafios com outras modalidades de luta, como Caratê, Capoeira e Jiu-Jitsu”, salientou.

Aos poucos, o grão-mestre Woo-Jae Lee conseguiu fomentar o Taekwondo no Brasil. Ministrou aulas no Exército, na Aeronáutica e na Polícia Militar. Quando montou a própria academia no bairro Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro, pôde trazer sua família da Coreia.

“Sempre andei vestindo a bandeira coreana no peito. Nos locais onde dei aula, sempre pendurei a bandeira. Obrigatoriamente no início de cada aula, fazíamos o juramento e a saudação à bandeira”, finalizou.

De presidente da confederação a escritor de sucesso

Woo-Jae Lee aposentou-se das competições em 1982, mas, antes disso, assumiu o comando da Confederação Brasileira de Taekwondo em 1972 – onde ficou no cargo por 12 anos. Hoje ele é presidente benemérito da instituição e escreve artigos quinzenalmente.

Entre 1976 e 1982, ele foi editor da revista “Dô”, periódico tradicional de artes marciais no Brasil. Além disso, publicou cinco livros.

Quando lançou seu primeiro livro em português “Aprenda Taekwondo”, em 1978, marcou seu nome no “hall do esporte no Brasil”. A edição tinha 420 páginas e vendeu mais de 50 mil exemplares, tendo sido reeditada em 1980.

Sentindo a falta de um manual completo e atualizado sobre Taekwondo, publicou a coleção “Pratique Taekwondo – volume 1” (2016) e “Pratique Taekwondo – volume 2” (2017), que traz um exclusivo e didático sistema de aprendizado organizado por faixa.

Em seguida, presenteou seus leitores com “Viva o Taekwondo” (2018), no qual trouxe um pouco de sua biografia, os desafios como pioneiro no Brasil, suas percepções sobre o desenvolvimento da modalidade, além de técnicas inéditas.

Sua última obra, “Hoshinsull” (2019), é a primeira coletânea de artes marciais do Brasil. São mais de 1000 técnicas de defesa pessoal ilustradas de 17 lutas, incluindo Taekwondo, Karate, Kickboxing, Capoeira, Muay Thai e Krav Maga. Para apresentá-las ao público, o mestre Woo-Jae Lee convidou ícones de destaque em cada uma dessas modalidades.

“Não somos contra o Taekwondo Olímpico. Contudo, é necessário mostrar ao mundo a verdadeira raiz”

Mestre Lee disse que lamenta que o Taekwondo Marcial, que se popularizou nos anos de 1978 a 1988, seja diferente do que hoje é visto nas Olimpíadas. Na visão dele, o esporte foi distorcido, pois em sua vertente olímpica, os atletas, além de serem submetidos a excessivas regras de competição, são contidos pelo peso e volume dos protetores, não conseguindo apresentar mais do que 36 técnicas diferentes de chutes.

“Não somos contra o Taekwondo Olímpico. Pelo contrário, reconhecemos que o nosso esporte ganhou muito mais visibilidade, após a inclusão como uma modalidade esportiva. Contudo, é necessário mostrar ao mundo a verdadeira raiz do Taekwondo, uma luta que nos encanta pelos movimentos e pela infinidade de golpes. O lutador não encontra limites e por saber que não conta com a segurança dos protetores jamais baixa sua guarda e luta com toda sua garra!”, afirmou.

Em 2018, o Mestre Woo-Jae Lee criou a Confederação Brasileira de Taekwondo Marcial (CBT Marcial), fundamentada em mostrar a verdadeira essência da modalidade e resgatar o Taekwondo Original.

*Texto de Clóvis Rangel.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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