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Seminário levanta oportunidades e caminhos para integrar Guarapari ao setor de petróleo e gás

A iniciativa do Sindicig reuniu lideranças deo setor, empresários locais e estudantes do Ifes

Por Gislan Vitalino

Publicado em 26 de maio de 2022 às 14:49

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Fórum Seminário Economia de Petróleo, Gás e Energia, Petrobrás, Guarapari Royalties Participação Especial Municípios Espírito Santo Sul Capixaba
Fotos: HM Comunicação

Na tarde desta quarta-feira (25), o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Guarapari (Sindicig), realizou o Seminário “Petróleo e Gás no Espírito Santo: Situação Atual e Perpectivas para a Região Sul”. A atividade surge com a proposta de conhecer a situação atual de royalties e participações especiais em petróleo e gás, e as perspectivas de investimentos em Guarapari e na região Sul do Espírito Santo.

Dados levantados pelo Sindicato, indicam que o estado vai receber, entre 2022 e 2026, cerca de R$66 bilhões em investimentos, dos quais R$19,9 bilhões, em operação de petróleo e gás, entre custos operacionais (OPEX) e custos de investimento (CAPEX). A expectativa é de que 80% desse valor seja direcionado para a região Sul do Estado.

Fórum Seminário Economia de Petróleo, Gás e Energia, Petrobrás, Guarapari Royalties Participação Especial Municípios Espírito Santo Sul Capixaba
Abrindo a atividade, o presidente do Sindicig, Nilo Carlos Severgnine.

Na ocasião, o presidente do Sindicig, Nilo Carlos Severgnine, falou sobre a importância do momento. “Nós sabemos que o Estado deve receber cerca de R$20 bilhões em royalties de petróleo, e 80% desses royalties vêm para a região Sul do Espírito Santo. Nossa ideia é a de entender o que isso pode interferir no desenvolvimento e ordenamento da nossa cidade”, destacou o presidente.

Integrante da diretoria do sindicato, o empresário Rodolfo Mai frisou a importância dessa atividade para o empresariado local. “Momentos como esse trazem clareza e entendimento para os empresários e para a população e possibilita entender como o empresariado local pode contribuir, prestar seus serviços e aproveitar esse momento de oportunidades de negócios que deve acontecer em breve”, explicou Rodolfo.

“Estamos falando de um conhecimento que envolve a indústria e a academia. O petróleo e gás é o maior investimento do Estado do Espírito Santo nos próximos cinco anos e grande parte dele acontece na região Sul. O Sindicig é a mais importante entidade de classe empresarial de Guarapari e tem o papel de contribuir com o desenvolvimento da cidade. Se Guarapari cresce, o Sindicig cresce junto”, ressaltou Durval Vieira de Freitas, proprietário da DV.F Consultoria e associado ao Sindicig.

Fórum Seminário Economia de Petróleo, Gás e Energia, Petrobrás, Guarapari Royalties Participação Especial Municípios Espírito Santo Sul Capixaba
Evento foi realizado sob a consultoria de Durval Vieira de Freitas, da DVF Consultoria.

Fernando Otávio Campos, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), ressalta que os investimentos abrem oportunidades para trazer novas indústrias ao município. “Os investimentos em gás natural na região sul abrem oportunidades para a abertura de novas indústrias que usariam o gás natural como fonte de energia. Aí, dependeríamos de uma conjuntura que forneça mão de obra qualificada, como possibilita o Ifes, empresários preparados, como essa atividade propõe, e um poder público que abrace essas novas indústrias garantindo investimentos em infraestrutura, transporte, mobilidade, benefícios fiscais. Com esse cenário, mostramos que tem recursos, tem investimentos e principalmente, tem oportunidades para todos no nosso município”, frisou Fernando Otávio.

O que fazer para integrar o setor?

Para debater o tema, foram convidados representantes da Secretaria da Fazenda e da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), coordenadora executiva do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia (FCPGE).

O assessor especial do núcleo de petróleo e gás da Secretaria da Fazenda do Estado do Espírito Santo (Sefaz), Luiz Cláudio Nogueira de Souza, frisou a participação popular da sociedade capixaba na distribuição dos recursos da indústria de petróleo e gás. “É um recurso finito, que gera muita riqueza, mas o emprego dessa riqueza tem que ser decidido pela sociedade capixaba. Então, é fundamental que a gente forme consciência crítica, entenda a origem desse recurso e, sobretudo, como alocá-lo adequadamente”, explicou Luiz Cláudio.

Para a assessora especializada em Petróleo e Gás da Sefaz, Kelen Carolina Altenerath, esclarece que não há possibilidade de se pensar em produção, mas é preciso pensar a atratividade do mercado.“Em Guarapari, especificamente, temos um recebimento médio de R$5 milhões por ano. Quanto a aumentar essa arrecadação, o fator geológico é o mais importante. Não há como se produzir petróleo onde não tem e Guarapari, hoje, não tem área confrontante ao seu território, mas existem áreas em estudo que podem vir a gerar produção”, explicou Kelen Carolina. “Uma das coisas que poderiam aumentar a arrecadação tanto de royalties quanto de Impostos Sobre Serviço, seria atrair empresas que tenham movimentação de petróleo ou prestadoras de serviço das plataformas para cá”, ressaltou.

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Analista de Desenvolvimento e Competitividade Industrial da Findes e coordenadora executiva do
Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia (FCPGE), Rúbya Salomão Amador.

A analista de Desenvolvimento e Competitividade Industrial da Findes, Rúbya Salomão Amador, destacou, entre outros pontos, o impacto do setor no mercado de trabalho. “Em 2020, o setor empregou 11,6 mil funcionários, com remuneração média de mais de R$6 mil. É uma cadeia que ainda emprega de forma expressiva, mas que não aceita qualquer tipo de mão de obra. Exige uma obra qualificada e antenada, principalmente porque a inovação muda o modo de se fazer o tempo todo. Além disso, é uma mão de obra e uma cadeia de fornecedores global. A oportunidade é real, existe, mas precisa que a gente se qualifique para isso. No Brasil, temos um movimento de mão de obra buscando se qualificar e isso se reflete nas nossas exportações”, frisou Rúbya.

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