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Surfista ferido por linha questiona pesca em Setibão; Iema esclarece demarcação em Guarapari

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 14 de maio de 2019 às 16:31
Atualizado em 14 de maio de 2019 às 16:32
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O surfista Jorge Hudson foi atingido por uma linha de pesca no último sábado (11), quando estava surfando na Praia de Setibão.

De acordo com o surfista, a disputa pelo espaço aumentou há três meses. Fotos: Arquivo/Leitor.

Surfistas e pescadores estão tendo problemas para dividir o espaço na praia de Setibão. Esta semana, recebemos reclamações de um surfista sobre um acidente ocorrido na praia. Jorge Hudson estava surfando na manhã do último sábado (11), quando foi atingido por uma linha de pesca.

Jorge contou que, mesmo tentando dividir o espaço com os pescadores, não conseguiu evitar o ferimento na perna. “Eu entrei na água e já tinha algumas pessoas pescando no local, então eu surfei tentando medir, para não ficar na direção das linhas deles. Só que quando eu estava no final de uma onda senti a linha enroscando na minha perna”, relatou.

De acordo com Jorge, o corte foi superficial, mas poderia ter sido pior. “Eu tirei a perna para tentar me soltar, mas acho que o pescador acreditou que era um peixe, porque começou a puxar mais, foi aí que senti minha perna machucando. Se tivesse sido no pescoço, poderia ser fatal”, reclamou.

Ferimento causado pela linha.

O surfista relatou que a disputa pelo espaço aumentou há três meses e, de acordo com ele, a pesca no local seria irregular. “Tem uma placa dizendo que é proibido pescar lá, mas mesmo assim eles continuam jogando a linha em cima da gente, não tem respeito nenhum”, denunciou.

Procuramos o Iema para saber se a pesca no local é permitida. O órgão informou que a Praia de Setibão está localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba, que é uma zona marinha de uso sustentável, onde é permitida a atividade de pesca. De acordo com eles, a placa de sinalização, que aparece na fotografia, está justamente delimitando a separação entre a APA e o Parque Estadual Paulo César Vinha, onde a pesca é proibida.

Placa informativa no local.

Também questionamos sobre a fiscalização no local que, de acordo com o órgão, acontece de forma permanente e é feita por guardas em quadricíclos, monitorando todo o perímetro do parque. De acordo com o Iema, quando há flagrante de irregularidades, a pessoa é autuada e seus apetrechos de pesca apreendidos, podendo acarretar aplicação de multa.

Como denunciar?

O órgão esclareceu que qualquer cidadão pode denunciar irregularidades caso ocorram nas áreas de proteção integral, como é o caso do Parque Estadual Paulo César Vinha. A denúncia pode ser feita através do email direto do parque [email protected]

Texto: Sara de Oliveira

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