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Uma viagem ao inconsciente

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 4 de dezembro de 2008 às 00:00
Atualizado em 14 de janeiro de 2015 às 17:21

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Um trabalho inspirado no surrealismo, uma expressão através da arte que vai além da consciência e da razão, mas busca inspiração no inconsciente e nos sonhos. Um trabalho onde os artistas buscavam formas variadas e que aos olhos de muitos, algo sem sentindo como um boi com asas, ou peixes andando nas nuvens.
Esse movimento surgiu primeiramente, em Paris nos anos 20 e foi se espalhando pela Europa e Américas, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, que reuniu artistas que antes eram ligados ao Dadaísmo. Pode-se dizer que neste movimento, a imaginação se manifesta livremente.
Foi inspirada neste movimento que a artista plástica, Maria José Bretas Mascarenhas, pauta seu trabalho de colagem. Uma técnica que consiste na montagem de diversos recortes que criam pessoas ou paisagens surrealistas. Ela busca colocar figuras em quadros da Idade Média para o modernismo e vice-versa.
Sem o dom da pintura, mas com um gosto de criar, Maria José encontrou nas formas e cores das revistas, fotos, desenhos e imagens a matéria-prima para montar seus quadros. O resultado do seu trabalho surgiu da vontade e do desejo em expressar seus sentimentos e seu ponto de vista. A artista plástica tem como inspiração de suas colagens, o trabalho do belga René Magritte.
Como a inspiração vem da imaginação, não há como precisar um tempo para a conclusão do trabalho. “Ficamos tempos com os recortes e com eles na mente até que encontramos aquela figura que se encaixa perfeitamente em outra imagem, e assim a criatividade vai dando vida ao material”, explica. Ela revela ainda que há meses que está mais inspirada e outros menos, “o artista plástico é igual as estações” compara. Mas, ela afirma que, geralmente, para finalizar uma obra com todas as figuras e a idéia na cabeça leva cerca de dois dias, pois são muitos os detalhes.
Mas, Maria José também se aventura na área da literatura. Em 1997 lançou um livro de prosa poética, “Locação do Imóvel”. Para ela, a literatura é uma das artes mais doloridas, que mexe profundamente com a pessoa. As obras de colagem são expostas no restaurante Le Cave. Mas, a partir de fevereiro vai inaugurar um espaço de exposição cultural artística.
Sobre o local, Maria José dá uma prévia de como será com móveis rústicos, quadros e obras. O espaço de artes ficará na Enseada Azul e terá o nome de Villa Azul. Para ela, o filósofo Jean Paul Sartre define bem o que é arte: “A arte não nasce de um amor incondicional ao belo, nasce de um ressentimento.”
Maria José é mineira de Belo Horizonte e cursou a faculdade de artes. Na capital mineira fez duas exposições e algumas peças publicitárias. Está no município desde 1998.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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