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Audiência Pública: mães de crianças especiais lamentam ausência de secretários e falta de resoluções em Guarapari

Por Aline Couto

Publicado em 6 de junho de 2022 às 15:27

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Audiência Pública: mães de crianças especiais lamentam ausência de secretários e falta de resoluções em Guarapari
Fotos: arquivo pessoal.

Aconteceu na última sexta-feira (03), na Câmara Municipal de Guarapari, uma Audiência Pública para debater as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que possuem algum tipo de deficiência residentes no município. Na ocasião, além dos responsáveis pelas entidades Apae e Pestalozzi e do Grupo Colorindo Sonhos, também foram convidados para participar do encontro, representantes das secretarias municipais: Saúde; Educação; Trabalho, Assistência e Cidadania; e Obras Públicas e Fiscalização. No entanto, apenas uma representante da área de saúde do executivo compareceu.

“Falamos sobre a saúde de Guarapari, que está longe de ser razoável. Faltam médicos especialistas, como neuropediatra, além de psicólogos para nossos filhos. Temos também uma demora imensa para conseguir realizar exames, como é o caso de uma mãe do grupo que está há três anos aguardando para a realização de um. E não dá para continuar com essas fraldas de péssima qualidade que nos fornecem, fora o problema da falta de ônibus para levar nossos filhos para fazer os tratamentos. Queremos somente o que está na Lei e o que eles têm direito, nada mais que isso”, relatou Shirlei do Nascimento, em nome do Colorindo Sonhos.

Ela também chamou a atenção para, apesar dos convites, nenhum secretário do município ter comparecido à Câmara para ouvir os relatos. “Não foi nenhum secretário, somente no final da audiência é que chegou uma representante da saúde”, disse sobre a presença de Kátia Venturini no plenário.

Segundo Shirlei, a representante do município falou que na cidade tem médico e que estão contratando mais profissionais. “Ela também comunicou que estão fazendo outra licitação para comprar fraldas de melhor qualidade, porque o fornecedor atual mandou produtos de péssimo padrão. Apenas isso. Sem dar mais nenhuma definição ou resolução para os demais problemas debatidos”.

Audiência Pública: mães de crianças especiais lamentam ausência de secretários e falta de resoluções em Guarapari

Também presente na audiência, outra mãe do grupo, Rosimelia Ramos, descreveu que as mães do Colorindo Sonhos estavam apenas correndo atrás dos direitos dos filhos. “Somos mães lutando. Acho que hoje, todos têm consciência que existem crianças com necessidades especiais, como autistas e cadeirantes.  E é necessário que todos saibam como se comportar com eles. O que fazer, que medidas tomar, e como agir. Mas muitas pessoas só têm ignorância em relação a esse assunto, não sabem lidar com criança especial”.

Ela ainda lamentou a ausência de representantes no encontro. “Muitos prometeram estar ali e não foram. O debate foi bom, mas esperamos ter outra audiência para os que não puderam estar lá, compareçam para ouvir nosso desabafo, saber da nossa luta diária e de tudo que passamos. Não vamos desistir, vamos seguir até que tenhamos resultados. Falta muita coisa: medicação, fraldas de boas marcas, ônibus com frequência. Está difícil para nós, é muita falta de respeito e consideração pelos nossos filhos”.

Rita de Cássia, mais uma mãe presente na audiência, finalizou reforçando que as mães estavam lutando para conquistar os direitos dos filhos, garantidos por Lei e que não estão sendo assistidos. “Infelizmente tivemos o desprazer de não contar com todos vereadores na Câmara e nem com os secretários convidados para nos ouvir. Mas que fique registrado que esse é só mais um passo, que não vai ficar somente nisso. Queremos que as pessoas saibam, e entendam, que nós existimos e temos nossos direitos garantidos por Lei, porém não estamos sendo assistidas em Guarapari”.

Audiência Pública: mães de crianças especiais lamentam ausência de secretários e falta de resoluções em Guarapari
Em pé atrás, Rita de Cássia; segunda da esquerda para a direita, Shirlei Nascimento; a esquerda dela, Rosimelia Ramos.

Prefeitura de Guarapari

O órgão foi procurado para esclarecer o porquê dos secretários não terem comparecido a audiência e se as reivindicações das mães serão atendidas.

Mas até o fechamento desta matéria, não houve respostas aos questionamentos.

Atualização

No final da tarde dessa segunda-feira (07), após a publicação da matéria, a Prefeitura de Guarapari entrou em contato com o folhaonline.es e enviou nota com os esclarecimentos solicitados anteriormente.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Educação (Semed), informa que as novas unidades de ensino são acessíveis e as antigas passam por adaptações conforme a necessidade dos alunos. O transporte escolar é fornecido conforme as normatizações previstas no Programa Nacional de Transporte Escolar, atendendo à demanda de alunos das regiões rurais e a alunos com deficiência. Devido a outra agenda no mesmo dia e horário, não foi possível participar da audiência.

A Secretaria de Saúde (Semsa) esclarece que participou da audiência nas modalidades online e presencial, com dois representantes enviados até a Câmara.  A Semsa esclarece que não está em falta de fraldas no município e que as oferecidas passaram pela comissão avaliadora, que é formada por usuários e técnicos da Semsa. Diante do questionamento, a comissão fará nova avaliação quanto ao quesito qualidade de produção.

Sobre a falta de medicamentos, o Município tem 85% da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais – Remume, sendo um dos poucos municípios do estado que tem essa quantidade de medicação para atender a população. A Remume é composta por todos os medicamentos utilizados pela rede municipal de Saúde, conforme determinação do SUS.

A Secretária de Trabalho, Assistência e Cidadania, Breila Mardegan justifica que tinha outro compromisso também importante, previamente agendado, no mesmo horário da audiência, motivo pelo qual não poderia comparecer.

A Secretaria de Postura e Trânsito justificou que, devido a agenda prévia judicial, referente ao transporte público municipal, não foi possível a participação da pasta. A Secretaria esclarece que toda a frota do transporte público municipal é adaptada a pessoas com necessidades especiais ou com mobilidade reduzida. Também, o estacionamento rotativo prevê vagas para pessoas com necessidades especiais com a guia da calçada rebaixada“.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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