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Antônio Ribeiro escreve para o folhaonline.es aos domingos e, a cada semana, o colunista relaciona Guarapari ao tema do momento. Antônio é administrador de empresas, viveu em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, esteve em todos os estados brasileiros, a exceção de Acre, Roraima e Amapá, ministrou cursos em todos os países da América Latina, menos nas três Guianas, e escreveu o Guia de Férias e Feriadões.

Aumento dos pedintes, catadores e logo dos roubos, assaltos e saques

Por Antônio Ribeiro

Publicado em 26 de abril de 2020 às 15:00
Atualizado em 12 de maio de 2020 às 18:05

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Antônio Ribeiro (*)

Despertou pouco interesse a coluna com a sugestão aos que ganham muito mais de doarem metade aos que ganham muito menos, como forma de amenizar problemas que certamente iremos passar em breve.

A situação econômica e social do Brasil já não era boa antes da pandemia do Coronavírus e a tendência é piorar para uma situação que não passamos nem nos nossos piores momentos recentes ou distantes.

O desemprego vai explodir ainda este ano, como nunca vimos, os preços já subiram ao dobro e nada diz que irão baixar e o dinheiro sumiu, além das pessoas que o tem, estarem com medo de gastar.

A maioria dos que tem direito, vai aguardar os benefícios do governo, mas o que preocupa é a atitude dos que não irão recebê-lo, boa parte destes por problemas com a justiça e documentos.

Quando definirem os últimos que irão receber e começar a ser paga a segunda parcela, começarão os roubos, assaltos, saques nos mercados e arrastão em lugares públicos. Eu queria estar errado!

Como um sinal, nos últimos dias comecei a observar o aumento no número de pedintes, moradores em situação de rua e uma novidade: catadores de qualquer coisa, para tentar vender.

Isso é o primeiro indicador da nossa situação. Vivi isso na Argentina nos anos 80, no Paraguai dos anos 90 e depois na Venezuela. É duro ver e dói é pensar que vai chegar aqui.

Vi estes países quebrarem, aviltarem salários e previdência, por fim não pagarem ou com muito atraso, estes valores que muitas vezes não chegavam a cem dólares por mês.

Para reflexão dos que ganham muito, estes ganhos não voltarão. Quem pagar super salários na crise que virá, quebrará. Haverá um realinhamento geral de ganhos.

Por isso, volto a sugerir: quem ganha muito, doe metade em cestas básicas, até para diminuir a pressão que certamente virá dos que não ganham quase nada!

(*) Especialista em Marketing pela PUC, Master Business Administration pela FGV e Administrador pela Universidade Mackenzie.

 

 

As informações e/ou opiniões contidas neste artigo são de cunho pessoal e de responsabilidade do autor; além disso, não refletem, necessariamente, os posicionamentos do folhaonline.es

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