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Editorial 138: Participando do processo

Por Livia Rangel

Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 13:46
Atualizado em 21 de janeiro de 2016 às 13:46
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Uma regra de ouro da Administração de Empresas diz que o funcionário incentivado a participar dos processos e decisões do local onde trabalha se sente mais valorizado e por isso produz mais e melhor. O resultado é um ambiente agradável e eliminação mais ágil de coone16nflitos, pois todos caminham na mesma direção, que é o sucesso do negócio.

Isso também poderia nortear a Administração Pública, mas de um modo um pouquinho diferente. No caso, o personagem convidado a participar com mais afinco (e respeito) das decisões seria não apenas o corpo de servidores, mas também a população em geral. Afinal, quem conhece melhor a cidade, suas deficiências e potenciais do que os seus próprios moradores?

Em Guarapari, pelo contrário, vemos a maioria das decisões serem tomadas a portas fechadas, de cima para baixo, sem qualquer anúncio prévio ou consulta popular. Existem os Conselhos Municipais, mas pouco sobre eles é divulgado, então a diferença não é muita… Não queremos aqui dizer que não existem boas intenções por parte da gestão municipal, mas falta aquele componente humano que poderia fazer toda a diferença.

Quer exemplo melhor do que a saga da implantação do sistema rotativo? Por que ele provoca tantas polêmicas na cidade? Por que tantas idas e vindas? Tantos processos e recursos? Uma coisa é certa: se formos neste momento às ruas para perguntar o que os moradores acham do rotativo em Guarapari, a maioria vai responder que “é a favor, mas (e é justamente esse ‘mas’ que pega) não do jeito que foi definido”.

“Muito em cima da hora”; “Não teve nenhuma audiência pública”; “Não procurou a gente para saber a nossa opinião”; “Tudo decidido em gabinete” e “Eu não sei onde nem como esse dinheiro vai ser aplicado” são apenas alguns complementos da sentença acima.

É fato que nossa cidade cresceu de maneira desordenada, mesmo a parte central. Ruas estreitas, poucas vias alternativas, edifícios erguidos sem estacionamento próprio… São deficiências que cobram o seu preço agora. Além da questão cultural, onde muitos se acham “donos de vagas” e ali deixam seus carros estacionados por horas, quando não dias a fio. E quem dirige pela cidade sabe como é difícil encontrar uma vaga de estacionamento nas principais ruas comerciais.

Os seis dias em que o rotativo funcionou mostraram que essa é uma solução extremamente necessária para o desenvolvimento da cidade. Porém, mais uma vez os atropelos no processo, provocaram uma nova liminar pedindo a suspensão do serviço. E tudo voltou ao que era antes.

Pode ser que, se tudo tivesse sido conduzido como manda o figurino (e a lei), o rotativo já estivesse funcionando plenamente na cidade há mais tempo, com bons resultados para todos: condutores achando vagas com mais facilidade, comércio vendendo mais porque os clientes se sentiriam mais motivados a circular, e a prefeitura incrementando a sua arrecadação.

A paralisação, portanto, em vez de problema, pode até ser revertida em oportunidade, resta à Prefeitura agarrá-la. Que tal começar – realmente – a ouvir os moradores/eleitores? Eles têm muito a dizer.

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