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Editorial: Uma segunda chance

Por Livia Rangel

Publicado em 28 de janeiro de 2013 às 00:00
Atualizado em 27 de janeiro de 2015 às 14:12

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“Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo”. A frase, do célebre filósofo Jean-Paul Sartre, cai como uma luva no atual cenário de Guarapari. Como não se cansa de repetir na cidade saúde, no próximo dia 3, nossa população volta às urnas em uma eleição extemporânea que já entrou para a história local.

Temos, portanto, uma segunda chance para fazer uma valiosa escolha: eleger nossos novos prefeito e vice-prefeito, que poderão dar uma nova cara à Guarapari ou afundá-la de vez no limbo das más-administrações que marcam o município há pelo menos duas décadas.

Infelizmente, não se pode dizer que esta é mais uma “festa da democracia” tal qual deveria ter acontecido em outubro. Primeiramente, porque se trata de um processo feito às pressas, de tiro curto, onde o foco da maior parte da população não está em decidir pelo futuro do município nos próximos anos, mas sim na falta de água, no trânsito caótico, no atendimento ao público turista que não para de chegar. E até o Carnaval será assim.

É verdade que política nunca foi prioridade para o povo brasileiro e Guarapari não foge à regra, mas esses complicadores provocam um afastamento ainda maior do público que deveria ser o interessado. E enquanto a população não parar de se omitir ou se “conformar com as coisas do jeito que estão”, não haverá solução efetiva.

Em segundo lugar, pelos festivais de ataques entre militantes e simpatizantes dos diversos candidatos que muitas vezes, beiram a baixaria como vem acontecendo nas redes sociais e em alguns eventos públicos.

Ainda há o fato de nossa cidade ser destaque negativo em âmbito nacional, devido às investigações da Operação Derrama, realizada pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e a Corrupção da Polícia Civil (Nurocc), Ministério Público e Tribunal de Contas do Espírito Santo, que levou o ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido) para trás das grades. Justamente o provocador da atual eleição e um dos protagonistas dos primeiros dias de campanha, ao caminhar pelas ruas da cidade ao lado de seu indicado para substituí-lo na cadeira da Prefeitura de Guarapari.

Edson também estampa todos os materiais gráficos do candidato e é citado nominalmente no jingle de campanha, o que deixa, muitas vezes, o eleitorado confuso. Vale destacar que esse artifício de confundir já foi utilizado no pleito anterior e as consequências estão aí. Seria cômico se não fosse trágico.

Aproveite, então, esses últimos dias de campanha para analisar com seriedade as propostas dos candidatos e, ainda mais, o perfil de quem deseja comandar a cidade. Sua origem, sua formação, seu histórico, suas alianças políticas, sua participação no cotidiano da cidade e seu potencial de engajamento com as questões sociais.

Tudo isso conta e seu voto, sim, faz a diferença. Não se omita. Faça a escolha certa.

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