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Antônio Ribeiro escreve para o folhaonline.es aos domingos e, a cada semana, o colunista relaciona Guarapari ao tema do momento. Antônio é administrador de empresas, viveu em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, esteve em todos os estados brasileiros, a exceção de Acre, Roraima e Amapá, ministrou cursos em todos os países da América Latina, menos nas três Guianas, e escreveu o Guia de Férias e Feriadões.

Solução aos moradores de rua

Por Antônio Ribeiro

Publicado em 13 de dezembro de 2020 às 09:00
Atualizado em 14 de dezembro de 2020 às 14:33

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Fonte: Internet.

Antônio Ribeiro (*)

A imagem de uma caminhonete de outra cidade, deixando algumas pessoas em situação de rua, bombou na Internet local, gerando vários comentários, a maioria dizendo que não se pode permitir, para não virar uma cracolândia.

Se é difícil fiscalizar a entrada de ônibus nos fins de semana, imagine controlar os que entram a pé. É praticamente impossível! Que fazer então? Algo tem que ser tentado, para não ficar irreversível e dizerem que não tem solução.

Em São Paulo, o problema cresceu tanto, até deixarem uma região da cidade no abandono, só para eles, a cracolândia. Cresceu tanto até que esta semana, os que lá ficam fazerem arrastão nos carros que passavam.

Na capital paranaense, tem uma Kombi do FAS–Fundo de Assistência Social, que os recolhe, dá atendimento social e psicológico, além de banho e comida por um dia. Alguns conseguem voltar à vida normal.

Em Guarapari poderíamos fazer algo diferente, com uma parceria entre a prefeitura e a população: os que gostam da cidade, doariam R$ 100,00 ou mais pelas empresas, para uma conta específica, que administraria este fundo.

Este serviço recolheria os em situação de rua, daria banho, sopão, aconselhamento e uma passagem de volta para a cidade natal do morador, levando-os até a rodoviária para que não se percam pelo caminho.

Muitos serão acolhidos na sua origem, por parentes e amigos, não voltarão mais e terão mais chances com estes, de conseguir oportunidade de trabalho e tentar uma nova vida, onde não deveriam ter saído.

Lembro que ano passado, a esposa de um delegado aqui de Guarapari, descobriu a família de uma moradora de rua, fez contato, contou a situação e a família a veio buscar, nunca mais tendo aparecido aqui.

O problema não é o morador em situação de rua em si e sim a urina, as fezes e o lixo que deixam, afora que alguns tem cachorro e outros guardam colchonetes e caixas de papelão nos jardins das praças.

Para entender mais o problema, numa padaria próxima onde fica um grupo, o leite está 6,50 a caixa e a pinga 4,00 a garrafa, mais que um pão com manteiga e um pingado. Assim só pedirão pinga!

(*) Administrador, especialista em marketing pela PUC e MBA em gestão pela FGV.

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