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Casa Lar precisa do apoio para manter atividades

Por Glenda Machado

Publicado em 4 de fevereiro de 2015 às 13:41
Atualizado em 4 de fevereiro de 2015 às 13:41
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Casa Lar (9) [1024x768]Você já parou para pensar como será sua velhice? Quem irá cuidar de você e como será seu dia a dia? Essa pergunta, com certeza, vez ou outra, amedronta algumas pessoas.

O ideal seria que todos em idade avançada tivessem ao seu lado familiares que lhe dessem atenção e carinho, mas, infelizmente, essa não é a realidade de muitos idosos. Às vezes, por motivos de trabalho e outras limitações, uma família não tem como cuidar de um idoso. E é por isso que existem as casas de acolhimento.

Em Alfredo Chaves não é diferente, 16 idosos com idades entre 64 e 99 anos moram na Casa Lar Aconchego do Idoso. Uns já não têm familiares, outros, já perderam o contato. A casa de longa permanência funciona desde 2002 em uma sede própria no bairro Portal dos Imigrantes e realiza diversas atividades e cuidados para dar mais qualidade de vida aos moradores.

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Mozart Bergami, com 99 anos, é o mais idoso da casa e conta com orgulho que faz 100 anos em abril.

Um exemplo é o senhor Mozart Bergami, com 99,5 anos, o mais idoso da casa, tem a mente lúcida e cheia de recordações. “Em abril irei completar cem anos”, insiste em dizer para todos que visitam o espaço. Ele se sente bem na casa e diz fazer muitos amigos. “Já estive muito doente, hoje estou melhor e bem cuidado”, disse.

Com um grande carisma e forte espiritualidade, dona Maria Araújo de Souza, 97, tem o hábito de escrever em seu diário que guarda há 39 anos. “Aqui relato todos os acontecimentos da minha vida e as coisas que ocorrem ao meu redor. Tenho muito fé em Deus, agradeço todos os dias pela vida”, conta. Morando há dois anos na entidade, Araújo tem uma memória incrível, relembra fatos que aconteceram em sua infância com muita lucidez.

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Maria Araújo, 97, tem o hábito de escrever em seu diário que guarda há 39 anos.

Alguns dos internos têm muitas limitações, já os demais costumam dedicar o tempo assistindo TV, conversando, jogando baralho e dominó e realizando alguma atividade manual. Observando isso, a direção viu a necessidade de realizar oficinas.

De acordo com a professora aposentada e voluntária, Ana Lúcia Ferreira, que está ajudando na gestão de capitação de recursos da entidade, para este ano foram programadas diversas atividades, entre elas, oficinas de teatro e dança, pintura de telas, arte escrita, entre outros. “Observamos as habilidades de cada um e pretendemos desenvolvê-las nas oficinas que iremos realizar”, disse.

As habilidosas mãos das senhoras Maria Rosa e Maria dos Anjos costumam ficar horas confeccionando bordados e crochês. Elas também não cansam de exibir seus lindos trabalhos. Em junho, a pretensão é realizar a primeira mostra cultural de trabalhos artesanais confeccionados pelos próprios idosos.

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Maria Rosa e Maria dos Anjos mostram orgulhosas os bordados e crochês que em breve serão expostos para venda a fim de arrecadar dinheiro para a instituição.

Necessidade de ajuda

Mas a instituição precisa de mais apoio financeiro para promover novas atividades com os idosos. Na casa atuam de forma remunerada uma fisioterapeuta, que atende os internos três vezes por semana; uma assistente social; duas enfermeiras; cinco cuidadoras; uma cozinheira e uma auxiliar de serviços gerais, além de outros profissionais que atuam voluntariamente, como um nutricionista, responsável em montar o cardápio dos usuários. “Peço que as pessoas olhem com carinho que aqui tem pessoas que não tem onde morar, não há ninguém por elas. Não somos um depósito de idosos, aqui os respeitamos e damos toda assistência necessária”, enfatiza Ana Lúcia.

De acordo com a presidente, Maria de Lourdes Bonela Rigo, a entidade tem convênio com a prefeitura para ajuda financeira e parceria com as Secretarias Municipais de Assistência Social e Cidadania e Saúde e empresas locais. “A prefeitura nos repassa mensalmente um valor de grande importância destinado a manutenção das despesas da casa. Temos outros apoios com as secretarias e com empresas do município”, relata Maria de Lourdes.

Conforme Ana Lúcia, a instituição necessita de mais apoio financeiro, devido os gastos com funcionários serem altos. “Somos uma instituição pequena, mas temos despesas com nosso quadro de pessoal. Recebemos ajuda financeira de pessoas e empresas, como também doação de produtos alimentícios, mas infelizmente, o valor total de doações não está dando para custear as despesas com a folha de pagamento. O que recebemos da prefeitura é de grande importância, mas não pode ser investido com pagamento de pessoal, somente com despesas de custeio. Pedimos apoio da sociedade, temos 16 idosos que precisam desse gesto de solidariedade”, enfatiza.

De acordo com a Secretaria Municipal de Finanças, para este ano, a prefeitura firmou convênio com a instituição e irá repassar R$ 36 mil, mas o valor, devido à legislação vigente, só pode ser utilizado para custear gastos de manutenção da casa.

Como ajudar?

Quem tiver interesse em ser um voluntário ou doador pode entrar em contato com a entidade pelo telefone 27 3269-1127 ou pelo email [email protected]


Reportagem: Dirceu Cetto (Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Alfredo Chaves)

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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