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Eleições: Casagrande rebate críticas de Hartung

Por Livia Rangel

Publicado em 1 de julho de 2014 às 00:00
Atualizado em 27 de janeiro de 2015 às 10:32

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A corrida pelo Palácio Anchieta já começou e dessa vez, os debates serão quentes, como há muito não se via. Pelo menos desde 2002. Até pouco tempo aliados, Paulo Hartung (governador do Estado de 2003 a 2010) e Renato Casagrande (2011 – 2014) agora trilham caminhos e discursos opostos.

O atual governador reuniu a imprensa na tarde desta segunda-feira (30) para rebater as críticas feitas pelo seu antecessor e agora adversário. Um dia antes, Paulo Hartung colocou oficialmente sua candidatura na convenção do PMDB e afirmou, entre outras colocações que “o governo que se elegeu propondo a continuidade e se comprometeu com o avanço não cumpriu seu compromisso, tropeçando nas próprias pernas” e que “não teria colocado o nome à disposição para candidato ao governo se o Espírito Santo não tivesse perdido o rumo”.

Casagrande classifica que sua administração foi “alvejada” no discurso de Hartung, por isso veio até o público responder. Além de classificar que o peemedebista tem um projeto pessoal, o governador garante que recebeu o governo com problemas em diversas áreas.

“Não parei nenhuma obra. Acertei obras que começaram de forma equivocada, sem projeto executivo. Como o Cais das Artes, o Kleber Andrade, Leste Oeste, São Lucas. Obras que tive que refazer projeto, corrigir rumos, recontratar. Tive que chamar a segunda colocada no caso do Kleber Andrade. Mas eu nunca falei disso. Eu estava tocando minha vida pra frente. Não gosto de ficar registrando o que aconteceu de equivocado e errado. Mas a forma eleitoreira que foi colocado só pra justificar uma candidatura que é um projeto pessoal, exigiu do governador uma resposta a essa fala”, disparou.

Casagrande revelou também que o próprio ex-governador solicitou que ele não comentasse o passivo que recebera dele. “Houve um pedido sim. Eu falei que iria focar naquilo que foi positivo. Vamos resolver os problemas que não foram resolvidos. Como ele tomou iniciativa de mudar sua atitude, me cabe colocar minha visão daquilo que eu enfrentei na hora que assumi o governo”, disse. Apesar de admitir que assumiu um Estado financeiramente de maneira “adequada”, o socialista reitera que havia grande déficit nas áreas de saúde, segurança, educação e distribuição de renda.

O atual governador separou sua administração da anterior, defendendo que “o estilo do antigo governo é sem distribuição de riquezas e concentrador”, e o atual governo “distribui riqueza na ampliação de recursos nas áreas sociais e serviços públicos”. Também se disse surpreso com a forma que Hartung atacou seu governo. “Ele teve três anos e meio para fazer críticas, só porque ele virou candidato, mudou seu comportamento”, afirma ele, que conta que não ia adotar o tom comparativo nas eleições, mas agora está à vontade para fazer isso. “Sou sempre respeitoso com as pessoas, mesmo que as pessoas não sejam respeitosas comigo. Mas gora vou lidar com isso sem a preocupação de só olhar para frente. A comparação será necessária”, analisou.

Alguns dos trechos da coletiva de Renato Casagrande:

 “Vocês são testemunhas da minha conduta nesse tempo. Nesses três anos e meio tomei a decisão de me dedicar a resolver problemas que o governo anterior não tinha resolvido. Me dediquei completamente a enfrentar os problemas que o governo anterior não tinha resolvido. Tomei a decisão de não olhar pelo retrovisor. Sem ficar preocupado em dar publicidade sobre a situação em que encontrei o Estado em diversas áreas. Destaquei os pontos positivos pela responsabilidade com o projeto que estávamos implementando. Transpus obstáculos, intrigas e instabilidades. Fiz o que achava correto fazer. E fiz isso até agora. Não discuti como ponto de herança recebida as mazelas na área social, problemas na área de saúde, segurança e educação. Na falta de projetos estruturantes. Mas achei importante hoje vir falar com vocês. Como o projeto eleitoral se iniciou e o candidato do PMDB, ex-governador, foi pra convenção do seu partido e fez criticas ao governo. Me cabe, não como pré-candidato a governador, mas como governador, defender nosso governo”.

 “O modelo implantado antes de eu chegar era o modelo centralizador, concentrador de renda e de riqueza, que atendia meia dúzia de pessoas nesse Estado. Colaborava no enriquecimento de algumas pessoas, mas não era um projeto que pudesse atender a precariedade dos municípios mais pobres, ou de ficar focado no ser humano como é o nosso projeto. Lógico que são projetos totalmente distintos um do outro. E é muito bom para sociedade capixaba que sejam distintos, porque o nosso projeto tem base no diálogo permanente com a sociedade e instituições, e na transparência”.

 “Somos um governo apoiado pela grande maioria do povo capixaba. Qual a razão para o rompimento da unidade? Ele tinha  um desejo pessoal de disputar o governo, que tem que ser respeitado, mas é um projeto pessoal. E projeto pessoal não pode se ancorar em argumentos falsos. E ontem ele se apoiou em argumentos falsos”.

 “Pela primeira vez investimos R$ 3 bilhões no programa de mobilidade metropolitana. Obras importantes para enfrentarmos um problema sério. Obras que jamais o Estado pensou um fazer. Como o projeto de quase um bilhão da Quarta Ponte, que estamos licitando. O BRT. Obras gigantes que foram executadas sem ter o de projeto executivo e agora estamos em período de contratação. É o maior conjunto de investimentos da história do Estado. Ninguém antes de nós fez mais investimentos e aplicação na área social”.

“Recebemos o Estado com grande passivo social. Chegamos ao governo do Estado e sequer havia um programa organizado de enfrentamento da violência. O Estado não contratava policiais. Não aumentava seu efetivo. Chegou em 2009 ao seu número máximo de homicídios. Foram 2034 homicídios, desde 1535 (quando começou a colonização do Espírito Santo) não se tinha um número desses. Eu entrei no governo e não fiquei registrando isso. Tínhamos uma estrutura totalmente desorganizada, com déficit de efetivo. Só agora consegui recompor o efetivo da polícia militar, polícia civil e dos bombeiros”.

 “Há 30 anos não se abria um novo hospital no Espírito Santo. Em 2013 abrimos o Jayme dos Santos Neves, agora o São Lucas. Abrindo 1260 novos leitos hospitalares. Tínhamos redução de leitos hospitalares. Ficamos muito tempo sem investimento na área de saúde. Não tinha nem concurso para a saúde”.

 “Teve oito anos de governo  e começou a fazer obra (do hospital) no último ano. Como uma obra dessa pode ser dele? É fácil agora eu, no quarto ano de governo, começar um hospital e depois reivindicar essa obra pra mim. Como alguém pode gastar oito anos para arrumar uma casa?”.

 “No final do ano passado e início deste ano ele deve ter definido que ia ser candidato e se afastou. Neste ano já tinha tomado decisão de ser candidato. Não teve um motivo para romper, foi um processo”.

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