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Antônio Ribeiro escreve para o folhaonline.es aos domingos e, a cada semana, o colunista relaciona Guarapari ao tema do momento. Antônio é administrador de empresas, viveu em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, esteve em todos os estados brasileiros, a exceção de Acre, Roraima e Amapá, ministrou cursos em todos os países da América Latina, menos nas três Guianas, e escreveu o Guia de Férias e Feriadões.

Maritacas cruzam o céu e dormem nas castanheiras de Guarapari

Por Antônio Ribeiro

Publicado em 9 de fevereiro de 2020 às 15:00
Atualizado em 12 de maio de 2020 às 18:05

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Coluna Antônio Ribeiro (*)

Duas imagens não me saem da memória, mesmo passadas décadas: as andorinhas no Hotel Casagrande do Guarujá e as garças no Parque das Águas em Caxambu – MG. Centenas, talvez milhares delas, pondo mais vida na natureza.

Morando no Morro do Atalaia, observava algumas vezes bandos de maritacas, voando em grupos de vinte, trinta e as vezes até cinquenta delas, cruzando o morro, algumas até pousando nas árvores mais altas, outras passando direto.

Todos os fins de tarde a cena se repete, despertando curiosidade, até que uma vez, estando na curva da praia dos Namorados, avistei um bando indo em direção à praia das Castanheiras, logo outro e em seguida mais outro.

Prestei atenção e acompanhei os bandos baixando nas duas grandes e belas castanheiras da curva das quadras de vôlei de praia e dos skates, rollers e similares. Fui até lá e vi que estavam todas lá, se movimentando.

Muitos turistas olhavam para cima, observando o que não é comum em outras cidades: elas até existem, mas não em bandos de tanta quantidade. Um verdadeiro espetáculo, uma atração turística da nossa cidade.

Sempre que passo nas imediações, olho para cima e do fim da tarde até o início do amanhecer, elas estão lá, alegres e felizes com tão frondosas e seguras árvores para passar a noite, a vida quem sabe.

Logo me veio à lembrança do que fizeram com as castanheiras da bucólica Prainha de Muquiçaba, talvez antes uma das suas paradas, tristemente interrompidas com o corte radical das lindas árvores.

Uma segurança é que se cortarem as castanheiras de lá, terão de mudar o nome da mais tradicional praia de Guarapari, presente no mapa mental dos verões de muitas gerações que ali veranearam.

Para completar, um casal de gaúchos que veio este ano morar na Cidade Saúde, por paradoxal, ao início no edifício Aguamarine, agora na Praia do Fonte, relatam a alegria de ver tantos pássaros.

São estas coisas que fazem a diferença de Guarapari, em relação às demais. Praias existem muitas, com tantos pássaros, poucas. Temos que preservar ambas!

(*) Membro da Academia Guarapariense de Letras e Artes, cadeira 39, cujo patrono é o Dr. Antônio da Silva Mello, alegria que levo com orgulho.

 

As informações e/ou opiniões contidas neste artigo são de cunho pessoal e de responsabilidade do autor; além disso, não refletem, necessariamente, os posicionamentos do folhaonline.es

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