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Médica do HIFA Guarapari relata aumento de 110% nos atendimentos e orienta população sobre superlotação no hospital

Os atendimentos diários na instituição passaram de 90 para 190 pacientes, desde o mês de março

Por Aline Couto

Publicado em 8 de maio de 2024 às 09:00

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fachada hifa - Médica do HIFA Guarapari relata aumento de 110% nos atendimentos e orienta população sobre superlotação no hospital

Após reclamações da população por superlotação, falta de profissionais e demora nos atendimentos, o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis – HIFA Guarapari, através da médica pediatra e coordenadora da pediatria do hospital, Bruna Pegorim, conversou com o folhaonline.es e falou sobre o aumento de 110% nos atendimentos de doenças respiratórias, das novas contratações para a instituição e a respeito de pacientes que buscam o HIFA, mas poderiam ser atendidos em unidades de saúde.

“Costumamos ter uma média de 80/90 atendimentos/dia de quadros respiratórios: bronquiolite, gripes e resfriados, atualmente estamos atendendo cerca de 180/190 crianças. A classificação para o atendimentos dos pacientes é feita de acordo com a gravidade clínica, e muitos podem ser tratados na unidade de saúde do bairro onde residem”, relatou a coordenadora.

Confira:

Folha: Qual a justificativa para o aumento dos pacientes no hospital?

Drª Bruna: Hoje estamos com um alto volume de atendimentos devido aos quadros respiratórios que iniciam todo ano na época do outono.

Folha: Quais casos têm gerado a superlotação?

Drª Bruna: A maioria dos casos são: bronquiolite, gripes e resfriados. Apesar de também termos bastante casos de dengue os quadros respiratórios ainda são bem maiores.

Folha: Quantos atendimentos dia são realizados normalmente? E quantos estão sendo feitos no momento?

Drª Bruna: Por dia temos uma média de 80/90 atendimentos, fora desse período de gripes e bronquiolites. De março até agora estamos com cerca de 180/190 pacientes por dia.

Vale lembrar que esses pacientes são mais complexos e demandam tempo e reavaliações mais demoradas. E muitas vezes internações.

Na enfermaria, por exemplo, tínhamos uma médica de 12 a 15 pacientes, e agora estamos com uma média de 25 pacientes internados.

Folha: Todos são atendidos independente da demora? Qual o tempo atualmente de espera?

Drª Bruna: Independente da demora, sim todos são atendidos. Hoje estamos com uma média de quatro horas para atendimentos de não urgência. Ou seja, pulseira verde. Pacientes de pulseira amarela, dependendo do dia, em média uma hora e laranjas são atendidos de imediato, no máximo 10 minutos.

Folha: Como a instituição está buscando suprir o aumento nos atendimentos e a demora na espera? Houve reforço de equipe? Novas contratações?

Drª Bruna: Tivemos reforço da equipe sim. O município dispõe de dois médicos no pronto socorro e o hospital já está acertando um terceiro médico dia e noite para tentar diminuir esse tempo dos atendimentos.

Estamos tentando novas contratações, mas pela distância as vezes não conseguimos mais profissionais para vir da Grande Vitória para Guarapari. A alta demanda é geral, não só no município. Os hospitais da Grande Vitória também estão precisados e contratando mais profissionais.

Folha: Como funciona a classificação dos atendimentos? Quem tem prioridade?

Drª Bruna: A classificação de risco é baseada no protocolo de Manchester, uma ferramenta utilizada nos serviços de urgência e emergência, voltada para avaliar e identificar os pacientes que necessitam de atendimento prioritário, de acordo com a gravidade clínica, potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento. A avaliação é realizada por um profissional capacitado, normalmente um enfermeiro.

Folha: Quais pacientes devem procurar realmente o HIFA?

Drª Bruna: Pacientes com febre há mais de três dias, dificuldades para respirar, vômitos incoercíveis, que não melhoram com medicação, e crianças que mesmo sem febre estão prostradas e hipoativas.

Folha: E quais devem buscar as unidades de saúde primeiro?

Drª Bruna: Pacientes que iniciaram o quadro agora, menos de 24h, em bom estado geral, criança alerta, brincando, sem vômitos, aceitando dieta, devem procurar primeiro uma unidade de saúde.

Folha: Quais informações o hospital acha importante passar para a população?

Drª Bruna: Importante avaliar qual o grau de necessidade do seu filho, se ele tem sinais de alarme, procure o hospital. Se seu filho está com febre que iniciou hoje, porém está bem, ativo, brincando, comendo, sem vômitos, aguarde.

Evite superlotação desnecessário e atrasos do atendimento de quem realmente precisa. Procure a unidade de saúde do seu bairro.

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Drª. Bruna Pegorim – médica pediatra e coordenadora da pediatria do HIFA Guarapari.

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