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Antônio Ribeiro escreve para o folhaonline.es aos domingos e, a cada semana, o colunista relaciona Guarapari ao tema do momento. Antônio é administrador de empresas, viveu em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, esteve em todos os estados brasileiros, a exceção de Acre, Roraima e Amapá, ministrou cursos em todos os países da América Latina, menos nas três Guianas, e escreveu o Guia de Férias e Feriadões.

Pular o carnaval em Guarapari

Por Antônio Ribeiro

Publicado em 10 de janeiro de 2021 às 09:00
Atualizado em 11 de janeiro de 2021 às 14:08

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Antônio Ribeiro (*)       

Foto: reprodução.

O prefeito de Belo Horizonte decidiu que, a partir de segunda feira, 11.1 toda cidade estará fechada, só funcionando os serviços essenciais, para conter o avanço da segunda onda do Covid 19, já que voltou a níveis alarmantes e descontrolados.

Minas Gerais é um bom termômetro com relação a pandemia, já que nesta época do ano, a maioria dos que vem para a Cidade Saúde são de lá e que se lá está assim, breve aqui estará também, além dos recursos aqui serem menores.

Outra notícia da semana, que tem a ver conosco, dá conta que a prefeitura de Cabo Frio passará também a partir de 11.1 a exigir dos que queiram entrar na cidade, um atestado com menos de 72 horas, de que não estão com Covid 19.

O norte do estado do Rio de Janeiro é outra região de onde veem muitos turistas e veranistas, para passar férias ou feriadões em Guarapari. Se tomou tal medida radical, é porque a situação lá também é grave.

Pelo que se viu na vidada do ano, mesmo com a proibição de fogos e shows, seremos novamente expostos a riscos altos de contaminação, que poderá se espalhar pela cidade, não só aos que os recebem.

Para que não corramos o risco, com medidas que na prática se mostraram de pouca eficiência,  poderiam ser montadas três barreiras, depois da rodovia do contorno em Meaípe, Rodoviária e Setiba.

Os orientadores que trabalham nas praias e pouco podem fazer, seriam deslocados para estes três pontos de entrada e com uso de pistolas, afeririam a temperatura de todos os que entram na cidade.

Teriam apoio de uma viatura com policiais militares, para cumprir a ordem de não permitir a entrada dos que apresentarem temperatura elevada, suspeitando alguma contaminação.

Tal medida não teria a antipatia de uma proibição, seria vista pela maioria como uma segurança e minimizaria os riscos de contaminação, agradando hotéis, pousadas, bares e restaurantes.

Desnecessário dizer que, para funcionar, todos os veículos particulares ou de turismo tem que ser parados e a temperatura dos ocupantes aferidas, como está sendo feito nos shoppings.

Seríamos diferentes em relação a BH e Cabo Frio, mas eficientes na prática!

(*) Membro da AGLA – Academia Guarapariense de Letras e Artes, cadeira 39 do médico Dr. Antônio Silva Mello. [email protected]

As informações e/ou opiniões contidas neste artigo são de cunho pessoal e de responsabilidade do autor; além disso, não refletem, necessariamente, os posicionamentos do folhaonline.es

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